Meio Ambiente

A poluição do ar e as mudanças climáticas agravam a dermatite atópica em adultos, revela estudo global

A exposição a poluentes atmosféricos e temperaturas extremas está ligada ao aumento de consultas por dermatite atópica em adultos, segundo uma metanálise recente. A pesquisa destaca a necessidade de diretrizes de saúde pública atualizadas.

Atualizado em
July 7, 2025
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A dermatite atópica, uma condição inflamatória crônica da pele, afeta até quinze por cento da população mundial. Recentemente, uma revisão sistemática e metanálise identificou que a exposição a poluentes atmosféricos e temperaturas extremas está associada a um aumento significativo nas consultas médicas relacionadas à dermatite atópica em adultos. Este estudo preenche uma lacuna importante na pesquisa, que até então focava principalmente em crianças.

Os pesquisadores descobriram que a exposição a poluentes como material particulado (MP), dióxido de nitrogênio (NO₂) e dióxido de enxofre (SO₂) resulta em um aumento de um a três por cento nas consultas de emergência e ambulatoriais para cada aumento de dez microgramas por metro cúbico na concentração desses poluentes. Além disso, temperaturas extremas, tanto altas quanto baixas, também mostraram uma associação significativa com a piora da condição.

O estudo analisou dados de quarenta e dois estudos observacionais de quatorze países, incluindo China, Coreia do Sul e Estados Unidos, abrangendo publicações de mil novecentos e oitenta e cinco até dois mil e vinte e quatro. As análises focaram em associações entre fatores ambientais, como poluição do ar e condições meteorológicas, e desfechos de dermatite atópica em adultos com dezoito anos ou mais.

Os resultados indicaram que, para cada aumento de dez microgramas por metro cúbico nos níveis de MP₁₀, houve um aumento de um por cento nas visitas a serviços de saúde. O SO₂ apresentou uma associação ainda mais forte, com um aumento de dois vírgula nove por cento nas consultas ambulatoriais. Temperaturas extremas também foram associadas a um aumento nas visitas clínicas, com um estudo específico mostrando que o risco quase dobrou quando as temperaturas caíram abaixo de zero graus Celsius.

Além disso, níveis elevados de umidade e alta precipitação podem contribuir para a gravidade da dermatite atópica. O tabagismo passivo e a poluição gerada por tráfego e indústrias também foram identificados como fatores que agravam a condição. Esses dados ressaltam a necessidade de atualizações nas diretrizes de saúde pública para lidar com os efeitos da poluição e das mudanças climáticas na saúde da população.

Com a crescente evidência de que fatores ambientais impactam a dermatite atópica, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que visem mitigar esses efeitos. Projetos que promovam a conscientização e a ação em relação à poluição do ar e suas consequências podem fazer uma diferença significativa na vida de muitos que sofrem com essa condição.

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