Meio Ambiente

Al Gore destaca modelo brasileiro de financiamento em energias renováveis como solução para a COP30

Al Gore elogia o modelo de financiamento do BNDES para energias renováveis no Brasil, considerando-o um exemplo para outros países. Ele expressa otimismo sobre a COP30 em Belém, apesar dos desafios da exploração de combustíveis fósseis.

Atualizado em
August 16, 2025
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Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA e ativista climático posa em hotel na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em entrevista à Folha - Eduardo Anizelli/Folhapress

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, elogiou o modelo de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para energias renováveis no Brasil, considerando-o um exemplo para outros países. Em entrevista, Gore destacou que esse modelo pode ser crucial para a transição energética em nações em desenvolvimento, especialmente na próxima Conferência das Partes (COP30), que ocorrerá em novembro em Belém. Ele afirmou: "O BNDES mitigou os riscos de investimentos em energia renovável."

Gore, que é conhecido por seu ativismo climático e pelo documentário Uma Verdade Inconveniente, expressou otimismo em relação ao futuro das energias renováveis. Ele mencionou que, no último ano, noventa e três por cento da nova geração de eletricidade instalada no mundo foi renovável. Além disso, mais de cinquenta por cento das motocicletas e vinte por cento dos automóveis vendidos globalmente são elétricos, com a China liderando nesse aspecto.

Apesar do aumento das emissões de gases de efeito estufa, Gore acredita que estamos próximos de um pico e que as emissões na China estão começando a diminuir. Ele ressaltou que o sucesso da transição energética depende da pressão popular por mudanças e da formação de ativistas em todo o mundo. "O financiamento de energia limpa e o lobby da indústria do petróleo são obstáculos centrais na COP30," afirmou.

O ex-vice-presidente também comentou sobre a contradição do Brasil em buscar liderança na transição energética enquanto explora novas fronteiras de petróleo na Amazônia. Ele reconheceu que, mesmo com a transição, o mundo continuará a depender de combustíveis fósseis por algum tempo, mas enfatizou que a energia renovável está crescendo mais rapidamente do que a adição de fósseis.

Gore destacou que a solução para a crise climática não deve depender apenas dos governos, mas também do setor privado. Ele observou que, enquanto países desenvolvidos obtêm a maior parte do financiamento para energia renovável do setor privado, países em desenvolvimento enfrentam taxas de juros mais altas. O modelo do BNDES, que combina financiamento público e privado, pode ser replicado em outras regiões, como a África, que possui vastos recursos solares, mas carece de capital para desenvolvê-los.

Com a crescente conscientização sobre a crise climática, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a energia renovável e a sustentabilidade. Projetos que visam mitigar os impactos ambientais e fomentar a transição energética merecem nosso apoio e engajamento.

Folha de São Paulo
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