Anestesiologista e baterista, Robert Ribeiro Neto, enfrenta osteonecrose no quadril, resultando em cirurgia e desafios na recuperação. Ele busca adiar nova operação no outro quadril, que também apresenta problemas.

Robert Ribeiro Neto, anestesista e baterista, começou a sentir dores no quadril há mais de cinco anos, inicialmente acreditando que eram problemas musculares. Em agosto de 2023, durante um treino, ele sentiu uma instabilidade no quadril direito, que se intensificou com o tempo, levando-o a mancar e a buscar tratamento. Após infiltrações e uma viagem ao deserto do Atacama, onde enfrentou dores intensas, ele foi diagnosticado com osteonecrose da cabeça do fêmur, uma condição grave que requer cirurgia.
O diagnóstico trouxe um impacto emocional significativo para Robert, que compreendeu que a única solução seria a colocação de uma prótese. Ele já havia cancelado apresentações e se afastado da bateria, sua válvula de escape. A cirurgia ocorreu em março de 2024, e, embora tenha sido bem-sucedida, Robert enfrentou um longo processo de recuperação, incluindo fisioterapia.
Após a cirurgia, exames revelaram que o quadril esquerdo também apresentava necrose, embora sem fratura. Essa descoberta foi um novo desafio, pois Robert sabe que, eventualmente, precisará de outra prótese. Ele busca adiar essa necessidade o máximo possível, ciente de que próteses podem durar décadas, mas que pacientes jovens podem precisar trocá-las mais de uma vez ao longo da vida.
A osteonecrose é a morte do tecido ósseo devido à falta de irrigação sanguínea e pode ser causada por traumas ou fatores não traumáticos, como uso prolongado de corticoides e consumo excessivo de álcool. Um estudo recente mostrou um aumento na incidência de osteonecrose durante a pandemia, especialmente entre pacientes que tiveram Covid-19, sugerindo uma possível relação entre a infecção e a condição.
O ortopedista Bruno Rudelli, que assistiu Robert, destaca que a dor inicial da osteonecrose é muitas vezes confundida com problemas musculares, levando os pacientes a atrasar o diagnóstico. Quando identificado precocemente, existem opções para preservar a articulação original, como adaptações nas atividades e uso de muletas.
Robert reflete sobre a frustração de não ter controle sobre sua condição e valoriza cada movimento sem dor. A prevenção da osteonecrose pode ser desafiadora, mas é possível reduzir riscos evitando corticoides sem prescrição médica e controlando fatores como colesterol e triglicérides. A união da sociedade pode ser fundamental para apoiar aqueles que enfrentam desafios semelhantes, promovendo iniciativas que ajudem na recuperação e no bem-estar de pessoas afetadas por condições como a de Robert.

A Anvisa autorizou a primeira vacina contra chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan e Valneva, para adultos acima de dezoito anos. O imunizante, já aprovado nos EUA e na União Europeia, demonstrou alta eficácia em estudos clínicos, com 98,9% de produção de anticorpos. A vacina, que utiliza vírus vivo atenuado, será fabricada na Alemanha, com planos de produção no Brasil. A disponibilização ao público ainda não tem data definida, mas o Butantan planeja vacinar prioritariamente residentes de áreas endêmicas.

Hospitais privados e filantrópicos poderão atender pacientes do SUS em troca de abatimento de dívidas tributárias, visando reduzir filas de espera. O programa "Agora tem Especialistas" inicia em agosto, com limite de R$ 2 bilhões por ano a partir de 2026.

Entre 14 e 25 de abril, escolas públicas atualizarão a caderneta de vacinação de 27,8 milhões de alunos, visando vacinar 90% dos estudantes menores de 15 anos. O Ministério da Saúde investiu R$ 150 milhões.
Distrito Federal se destaca na luta contra HIV, com alta adesão à PrEP e redução de mortalidade. O Distrito Federal alcançou o Grupo 4 na classificação nacional de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), apresentando a menor taxa de descontinuidade do tratamento no Brasil, com apenas 21%. Essa estratégia, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2017, reflete um cuidado integral e multiprofissional na saúde. Além disso, o Brasil registrou em 2023 a menor mortalidade por aids da história, com uma redução de 32,9% nas mortes pela doença.

Morte de criança após desafio viral expõe falhas na cobertura da mídia e responsabilidade das plataformas digitais. A tragédia de Sarah Raíssa, de 8 anos, levanta questões sobre a influência das redes sociais e a necessidade de políticas públicas que responsabilizem as empresas por conteúdos nocivos.

A Fiocruz alerta sobre o aumento das hospitalizações por gripe em 14 capitais brasileiras, com Mato Grosso do Sul em situação crítica. A vacinação e medidas de prevenção são essenciais.