A pré-COP em Bonn revelou desconfiança nas negociações climáticas, com dificuldades em consenso sobre financiamento e a Meta Global de Adaptação, além de restrições à participação da sociedade civil. A conferência, que prepara a COP30 em Belém, enfrentou intensas divergências e censura em protestos, destacando a necessidade de ampliar a participação e garantir financiamento justo para enfrentar as mudanças climáticas.

A recente pré-Conferência das Partes (COP), realizada em Bonn, na Alemanha, destacou um clima de desconfiança e divergências entre os participantes. O evento teve como objetivo preparar textos para a COP30, que ocorrerá em Belém. As negociações enfrentaram dificuldades significativas para alcançar um consenso, especialmente em temas como financiamento climático e a Meta Global de Adaptação (GGA).
Durante a conferência, o Plano de Ação de Gênero e o Programa de Trabalho de Nairóbi foram discutidos, com avanços no reconhecimento do papel de mulheres afrodescendentes e indígenas nas políticas climáticas. No entanto, a ampliação da linguagem interseccional não obteve consenso. O Programa de Trabalho de Nairóbi recebeu apoio em relação à importância das abordagens locais e do conhecimento das comunidades tradicionais.
A discussão sobre a GGA, por outro lado, foi marcada por intensas divergências, com a necessidade de reduzir a lista de indicadores de mais de 490 para até 100 até a COP30. A maioria dos países concordou em aplicar indicadores globais, mas a definição de subindicadores específicos para cada nação ainda gerou controvérsias.
O financiamento climático também foi um ponto crítico, com a inclusão da transferência de recursos entre países desenvolvidos e em desenvolvimento gerando dissenso. A agenda da conferência só foi aprovada no final do segundo dia, após a retirada de temas polêmicos e sua inclusão em discussões sobre transição justa.
Outro aspecto preocupante foi a restrição à participação da sociedade civil, que se intensificou nas últimas edições da COP. Em Bonn, houve censura a protestos e manifestações, o que levantou questões sobre a liberdade de expressão. A expectativa era que a conferência garantisse um espaço seguro para a sociedade civil, mas isso não se concretizou.
À medida que nos aproximamos da COP30, é fundamental que a sociedade civil amplie sua participação e pressione por decisões que atendam às demandas coletivas. A mobilização em torno de questões climáticas é essencial, e iniciativas que promovam a justiça social e ambiental devem ser apoiadas. Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a ter voz e a garantir um futuro mais sustentável.
Uma tartaruga-de-couro foi vista desovando na Praia de Jacaraípe, na Serra, em um período atípico. O Ipram coletou material genético e isolou a área para proteger o animal. A fêmea, que mede cerca de 1,5 metro, é a terceira a ser registrada na praia, mas a primeira a desovar. O biólogo Alexsandro Santos destaca que a desova fora da época habitual não indica problemas de saúde.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) promoveu um seminário em Porto Alegre para discutir a Agenda Referencial para o Ordenamento Territorial do Rio Grande do Sul, abordando desafios climáticos e desigualdades sociais. O evento, que contou com a participação de diversos setores, é o primeiro de três encontros programados, visando construir uma política pública que promova ações sustentáveis e integradas no estado.

Humberto Campana dá continuidade ao sonho do Parque Campana, um espaço de arte e ecologia em Brotas, promovendo educação ambiental e regeneração da natureza após a morte de seu irmão Fernando.

Dois sauins-de-coleira se recuperam no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) em Manaus, destacando a grave ameaça à espécie, que teve sua população reduzida em 80% desde 1997. A conservação depende de ações efetivas e engajamento social.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) completou setenta anos em 2024 e anunciou a meta de neutralidade de carbono até 2030, com matriz energética 100% renovável. A empresa desinvestiu R$ 1,2 bilhão em usinas térmicas, priorizando hidrelétricas, parques eólicos e solares.

A empresa Raiar Orgânicos implementou a tecnologia Chevvy, que identifica o sexo do pintinho no ovo, reduzindo o descarte de machos e promovendo bem-estar animal na avicultura brasileira. Com a capacidade de separar até 25 mil ovos por hora, a inovação promete transformar a produção de ovos no país, atendendo à demanda por práticas mais éticas.