O Brasil avança na autossuficiência em hemoderivados com a inauguração da nova fábrica da Hemobrás em Goiana (PE), com investimento de R$ 1,9 bilhão, promovendo acesso à saúde e soberania nacional. A unidade, a maior da América Latina, produzirá medicamentos essenciais, beneficiando milhares de brasileiros e fortalecendo o Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil avança em direção à autossuficiência na produção de hemoderivados com a inauguração da nova fábrica da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) em Goiana, Pernambuco, nesta quinta-feira, 14 de agosto. Com um investimento de R$ 1,9 bilhão, a unidade se torna a maior da América Latina, assegurando a produção nacional de medicamentos essenciais para o Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participaram da cerimônia de inauguração.
O presidente destacou que a decisão de trazer a Hemobrás para o Nordeste é uma medida política para garantir igualdade de oportunidades entre as regiões do Brasil. Ele enfatizou que a nova fábrica simboliza a soberania nacional e a capacidade do povo brasileiro em produzir medicamentos essenciais. A unidade irá produzir, a partir do plasma humano, medicamentos de alto custo, como albumina, imunoglobulina e fatores de coagulação, que são fundamentais para o tratamento de diversas condições de saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou a inauguração, afirmando que a Hemobrás representa um marco na construção do SUS, que completa 35 anos. Ele ressaltou que a nova fábrica não é apenas um local de produção, mas uma "fábrica de cidadania", onde o plasma doado pela população se transforma em medicamentos que salvam vidas. A Hemobrás já abastece o sistema público com produtos obtidos por meio de acordos de transferência de tecnologia.
Com a nova planta, a Hemobrás poderá produzir até 500 mil litros de plasma fracionado por ano e seis tipos de medicamentos em quatro anos. A fábrica inicia a qualificação de processos, uma etapa obrigatória no setor farmacêutico, e a expectativa é que em 2024 comece a fracionar o plasma, obtendo as proteínas que serão transformadas em medicamentos. A ampliação da produção nacional reforça o compromisso do Governo Federal em garantir segurança sanitária e reduzir a dependência externa.
Atualmente, a Hemobrás coleta plasma excedente de 72 hemocentros públicos em todo o Brasil, aumentando a produção nacional e fortalecendo a indústria de biotecnologia. A fábrica de medicamentos produzidos por biotecnologia, inaugurada em abril do ano passado, já está apta a entregar ao SUS 300 mil frascos do Fator de Coagulação VIII recombinante até o final do ano. O objetivo é alcançar a produção 100% nacional de pelo menos seis hemoderivados até 2027.
Essa iniciativa beneficiará mais de trinta mil pessoas com coagulopatias e milhões que necessitam de albumina ou imunoglobulina. Em um momento em que a saúde pública é tão crucial, a união da sociedade pode fazer a diferença. Projetos que visam apoiar a produção e o acesso a medicamentos essenciais devem ser incentivados, garantindo que todos tenham acesso a tratamentos de qualidade e salvando vidas.

O Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil agora oferece tratamento imediato com antirretrovirais para todos diagnosticados com HIV, além de destacar a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como a melhor forma de prevenção.

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