Impacto Social

Brasil se destaca na transição energética, mas enfrenta desafios e contradições em sua matriz energética

O Brasil se destaca na transição energética, mas enfrenta desafios geopolíticos e técnicos, segundo Camila Ramos, CEO da CELA. A queda nos custos de baterias e o crescimento de data centers são promissores.

Atualizado em
August 15, 2025
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Camila Ramos, CEO da CELA: "A COP30 é uma oportunidade única para o Brasil mostrar sua liderança e os caminhos para a descarbonização" (//Divulgação)

O Brasil se destaca como um líder na transição energética, mas enfrenta desafios técnicos e pressões geopolíticas que podem influenciar a descarbonização global. Camila Ramos, CEO da CELA, consultoria em energia renovável, alerta que o discurso anti-clima nos Estados Unidos pode ter repercussões mundiais. Apesar disso, ela acredita que a China pode se consolidar como líder em energias verdes e novas tecnologias, o que pode gerar uma reconfiguração positiva no setor.

Em entrevista ao videocast da EXAME, Camila destacou a queda significativa nos custos de armazenamento de baterias, que teve uma redução de 40% em 2024. Ela prevê uma nova diminuição de 15 a 20% até 2025, o que deve impulsionar a adoção de tecnologias verdes. O governo brasileiro, por sua vez, tem implementado medidas regulatórias, como a criação de um arcabouço para sistemas de armazenamento e leilões específicos para baterias, especialmente na região amazônica.

O Brasil, com quase 90% de sua matriz energética proveniente de fontes limpas, tem recursos naturais abundantes que favorecem a diversificação. Um fenômeno notável é o crescimento dos data centers, que em 2024 foram responsáveis por cerca de um terço da contratação de energia limpa no país. Com a ascensão da inteligência artificial, a demanda por eletricidade aumentou, levantando a questão sobre a origem dessa energia.

Camila também mencionou o hidrogênio verde como uma solução promissora para setores de alta emissão e difícil descarbonização. Embora ainda em fase inicial, suas aplicações são vastas e estratégicas para o Brasil, incluindo a produção de fertilizantes verdes e combustíveis sustentáveis. A urgência climática permanece, especialmente com a COP30 se aproximando, onde o Brasil deve mostrar sua liderança em descarbonização.

Entretanto, a executiva apontou contradições nas políticas energéticas do país, como a liberação da exploração de petróleo na margem equatorial e a realização de leilões para térmicas fósseis, que vão na contramão do crescimento das energias renováveis. Camila vê a COP30 como uma oportunidade para o Brasil demonstrar caminhos para outros países alcançarem suas metas de descarbonização.

Com a crescente necessidade de soluções energéticas sustentáveis, iniciativas que promovam a energia limpa e a inovação tecnológica são essenciais. A união da sociedade civil pode ser um motor para apoiar projetos que visem a transição energética e a proteção do meio ambiente, contribuindo para um futuro mais sustentável.

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