Meio Ambiente

Brics lança declaração para impulsionar financiamento climático e apoiar países em desenvolvimento

Na Cúpula do Brics, foi anunciada uma declaração conjunta visando mobilizar US$ 1,3 trilhão para financiamento climático, além de metas para emissões líquidas zero e uma parceria para eliminar Doenças Socialmente Determinadas. Os líderes enfatizam a necessidade de reformar o sistema financeiro internacional e condenam medidas protecionistas que afetam países em desenvolvimento.

Atualizado em
July 7, 2025
Clock Icon
4
min
A Cúpula do Brics aconteceu no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho (Daniel Ramalho/AFP)

Na Cúpula do Brics, realizada nos dias seis e sete de julho no Rio de Janeiro, foi divulgada uma declaração conjunta com o objetivo de mobilizar US$ 1,3 trilhão em financiamento climático. O Brasil, que atualmente preside o bloco, enfatizou a necessidade de apoiar os países em desenvolvimento na luta contra a crise climática e na adaptação a seus efeitos. Este documento também celebra os dez anos do Acordo de Paris e prepara o caminho para as negociações da COP30, que ocorrerá em Belém do Pará em novembro.

Os líderes do Brics reafirmaram o compromisso de cumprir a meta de mobilizar US$ 100 bilhões anuais até 2025 e US$ 300 bilhões por ano até 2035, conforme acordado na COP29 em Baku. A declaração destaca a necessidade de reformar o sistema monetário e financeiro internacional, que atualmente não atende às demandas dos países mais vulneráveis, que enfrentam barreiras para acessar investimentos.

O texto menciona a intenção de utilizar a força econômica e a capacidade de inovação dos países membros para demonstrar que ações climáticas ambiciosas podem promover prosperidade. Entre as propostas estão mecanismos inovadores como finanças mistas, garantias, títulos temáticos e mercados de carbono. O Brasil também apresentou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) como uma ferramenta promissora para a conservação florestal.

Além disso, o Brics expressou preocupação com as lacunas nas ações de mitigação das nações mais ricas, pedindo por emissões líquidas zero antes de 2050, preferencialmente até 2030. O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), criado pelo Brics, se comprometeu a destinar 40% de seu financiamento a projetos verdes até 2026 e a emitir títulos sustentáveis em várias moedas.

O bloco também condenou medidas protecionistas unilaterais que possam prejudicar a capacidade dos países em desenvolvimento de investir em suas transições justas. Em uma declaração paralela, foi anunciada a criação de uma parceria para eliminar Doenças Socialmente Determinadas (DSDs), que estão ligadas a determinantes sociais da saúde e refletem desigualdades. A iniciativa visa fortalecer sistemas de saúde e garantir acesso a vacinas e tratamentos para populações vulneráveis.

Essas ações destacam a importância de unir esforços para enfrentar desafios globais, como as mudanças climáticas e as desigualdades sociais. A mobilização de recursos financeiros e a criação de parcerias são essenciais para garantir um futuro mais justo e sustentável. A sociedade civil pode desempenhar um papel fundamental nesse processo, apoiando iniciativas que promovam a saúde e o meio ambiente, contribuindo para um mundo melhor para todos.

Leia mais

Onça-pintada é flagrada em área urbana de Ladário em busca de presas, levantando preocupações ambientais
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Onça-pintada é flagrada em área urbana de Ladário em busca de presas, levantando preocupações ambientais
News Card

Uma onça-pintada foi flagrada por câmeras de segurança em Ladário, Mato Grosso do Sul, em busca de cães, evidenciando a aproximação dos felinos a áreas urbanas devido a secas e incêndios. A ONG Ecoa alerta para os impactos ambientais que forçam esses animais a invadir residências.

Governo intensifica ações no semiárido mineiro com 57 sistemas de dessalinização para garantir água potável
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Governo intensifica ações no semiárido mineiro com 57 sistemas de dessalinização para garantir água potável
News Card

Minas Gerais avança na luta contra a escassez hídrica com 57 sistemas de dessalinização em operação, beneficiando milhares e prevendo mais 30 até 2025, atendendo 16 mil pessoas. O Programa Água Doce (PAD) é uma ação do Governo Federal para garantir água potável e promover a saúde nas comunidades do semiárido.

Cisterna móvel inspirada em plantas xerófilas promete mitigar os efeitos da seca no Semiárido brasileiro
Meio Ambiente
Clock Icon
4
min
Cisterna móvel inspirada em plantas xerófilas promete mitigar os efeitos da seca no Semiárido brasileiro
News Card

Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) criaram a cisterna móvel, inspirada em plantas xerófilas, para captar água em regiões áridas, visando mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Câmara dos Deputados aprova R$ 520 milhões para ações de defesa civil em resposta a desastres climáticos
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Câmara dos Deputados aprova R$ 520 milhões para ações de defesa civil em resposta a desastres climáticos
News Card

A Câmara dos Deputados aprovou R$ 520 milhões para ações de defesa civil, visando mitigar os impactos de desastres naturais no Brasil, beneficiando 3,5 milhões de pessoas. Os recursos serão direcionados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com foco em infraestrutura emergencial e custeio.

Empresas se preparam para a COP30 com práticas sustentáveis em Belém, priorizando energia limpa e redução de resíduos
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Empresas se preparam para a COP30 com práticas sustentáveis em Belém, priorizando energia limpa e redução de resíduos
News Card

Empresas em Belém, como o restaurante Ver-o-Pesinho e o Caco Estúdio, estão adotando práticas sustentáveis em preparação para a COP30, que ocorrerá em novembro. A iniciativa inclui redução de plásticos e reaproveitamento de materiais.

Rio Grande do Sul enfrenta tragédia ambiental sem precedentes com enchentes que deslocam 600 mil pessoas
Meio Ambiente
Clock Icon
3
min
Rio Grande do Sul enfrenta tragédia ambiental sem precedentes com enchentes que deslocam 600 mil pessoas
News Card

Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou sua pior crise ambiental, com chuvas que afetaram 2,3 milhões de pessoas e resultaram em 173 mortes, revelando falhas na gestão urbana e ambiental. Pesquisadores do Cemaden e da Unesp publicaram um estudo que analisa as causas da tragédia, destacando a combinação de eventos climáticos extremos e urbanização desordenada.