Bruxo Malagueta fundou a Igreja da Pombagira em Porto Alegre, oferecendo acolhimento a mulheres vítimas de violência e promovendo rituais da quimbanda, desafiando preconceitos. O espaço visa liberdade espiritual e respeito.

O Bruxo Malagueta, pai de santo de Porto Alegre, fundou em janeiro de 2025 a Igreja da Pombagira, um espaço dedicado a acolher mulheres vítimas de violência. Com a quimbanda como religião central, a igreja promove rituais em homenagem à Pombagira, uma entidade que simboliza força e liberdade femininas. Localizada na região metropolitana, a sede conta com altares e uma imponente estátua de nove metros da Pombagira, que representa a espiritualidade e a autoestima das mulheres.
Em entrevista ao UOL, o Bruxo Malagueta, cujo nome civil é Wilian Brito, de trinta e dois anos, explicou que optou pelo termo “igreja” para desafiar preconceitos e evitar associações negativas, como a ideia de cultuar o diabo. Ele enfatizou que o espaço é uma "casa de fé e acolhimento", onde as pessoas podem exercer sua espiritualidade com liberdade e respeito.
A Pombagira é uma das principais figuras da quimbanda, frequentemente associada à sensualidade e à independência. Durante os rituais, ela pode ser invocada sob diversos nomes, como Maria Padilha e Maria Mulambo. Especialistas destacam a importância dessa entidade na promoção da autoestima e na proteção dos caminhos amorosos das mulheres.
Nas redes sociais, o Bruxo Malagueta tem mais de duzentos mil seguidores, onde compartilha sua rotina espiritual. Seus conteúdos incluem participações em podcasts, programas de televisão e registros de rituais, além de orientações religiosas. Essa presença digital tem contribuído para desmistificar a quimbanda e promover um diálogo mais aberto sobre as religiões de matriz africana.
O Rio Grande do Sul é considerado um polo das religiões de matriz africana, com aproximadamente sessenta e cinco mil terreiros. O trabalho do Bruxo Malagueta e da Igreja da Pombagira é um exemplo de como essas tradições podem ser utilizadas para oferecer suporte e acolhimento a mulheres em situação de vulnerabilidade, desafiando estigmas e preconceitos.
Iniciativas como a da Igreja da Pombagira merecem ser apoiadas pela sociedade civil, pois representam um passo importante na luta contra a violência de gênero e na promoção da espiritualidade. A união em torno de projetos que visam ajudar as vítimas pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres, proporcionando um espaço seguro e acolhedor.

O Ministério Público de São Paulo investiga o prefeito Ricardo Nunes e três secretários por possível improbidade administrativa relacionada ao despejo do Teatro de Contêiner Mungunzá. A gestão municipal notificou o teatro para desocupar o espaço, alegando necessidade para um projeto de moradia social, mas a decisão gerou forte reação no meio cultural, incluindo uma carta da atriz Fernanda Montenegro. O inquérito apura a falta de diálogo e possíveis abusos de poder, enquanto a Prefeitura afirma ter oferecido uma nova área para o teatro.

O Instituto Palavra Aberta promove o Encontro Internacional de Educação Midiática em Brasília, abordando a segurança digital e a supervisão familiar após tragédias envolvendo crianças na internet. O evento, gratuito, ocorrerá em 22 e 23 de maio, reunindo especialistas para discutir a importância da educação midiática.

Senado aprova projeto de lei que garante direitos a mães em luto gestacional e neonatal, incluindo suporte psicológico e rituais de despedida, promovendo atendimento humanizado nas maternidades.

O vídeo "Adultização", de Felca, gerou um grande debate sobre a exploração de jovens nas redes sociais, resultando na prisão de Hytalo Santos e mudanças nas políticas de plataformas digitais. A repercussão do vídeo, com milhões de menções e visualizações, levou a ações institucionais e judiciais, destacando a urgência de proteção infantil na internet.

A médica neonatologista Lilia Maria Caldas Embiruçu, com vasta experiência em cuidados paliativos, acolhe famílias em luto e promove dignidade na despedida de bebês. A nova lei garante apoio humanizado e capacitação a profissionais de saúde.

O presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, não participará da COP30 em Belém devido aos altos custos da viagem, levantando preocupações sobre a legitimidade das negociações e a inclusão da sociedade civil.