Embarque de 95 toneladas de mel orgânico do Piauí foi liberado após apelo de produtores, apesar de tarifas de 50% previstas para agosto. Expectativa é de mil toneladas adicionais até o fim do ano.

A Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido Brasileiro (Casa Apis) anunciou que o embarque de 95 toneladas de mel orgânico do Piauí foi autorizado na noite de domingo, 13 de julho. A carga estava prevista para ser enviada na última sexta-feira, 11 de julho, mas os compradores pediram a suspensão devido ao receio de que o produto chegasse aos Estados Unidos sob a nova tarifa de 50% que começará a valer em 1º de agosto.
Os contêineres estavam no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, a mais de 500 quilômetros da Casa Apis, situada em Picos, a 314 quilômetros ao sul de Teresina. O presidente da Casa Apis destacou que, apesar do cancelamento inicial do embarque, os contratos com os clientes permanecem válidos.
A expectativa é que até o final do ano sejam enviadas cerca de mil toneladas adicionais de mel, somando-se às mil toneladas já exportadas entre janeiro e junho. O empresário afirmou que as cooperativas estão avaliando como agir caso a tarifa seja mantida. “Agora é esperar até o dia 1º de agosto para ver como fica essa situação”, disse.
Além das tarifas, o setor enfrenta outro desafio: a estiagem. A seca comprometeu a safra, e a previsão é de uma queda de cerca de 40% na produção em 2025. O presidente também expressou preocupação com a nova tarifa, ressaltando a necessidade de um desfecho positivo.
Os Estados Unidos são responsáveis por 80% do mel produzido no Brasil. Em 2024, o Piauí, embora não tenha sido o maior estado produtor, liderou as exportações de mel para o país. Essa situação ressalta a importância do mercado externo para os produtores locais.
Em momentos como este, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar os apicultores e garantir a continuidade de suas atividades. Projetos que visam ajudar esses produtores a superar os desafios enfrentados podem fazer a diferença na recuperação e fortalecimento do setor.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou um fundo de R$ 15 milhões para pequenos e médios produtores na AgroBrasília, que deve gerar R$ 6 bilhões em negócios. O evento destaca a força do agronegócio local.

O governo do Rio Grande do Sul busca voluntários para acolher 150 animais silvestres resgatados do tráfico, promovendo cuidados e fiscalização estatal. A iniciativa visa ampliar a proteção animal e desafogar centros de reabilitação.

O Fundo de Apoio ao Jornalismo (FAJ) foi criado para fortalecer a cobertura local no Brasil, priorizando regiões com pouca informação e capacitando veículos de comunicação. A iniciativa visa descentralizar recursos e amplificar vozes de comunidades marginalizadas.

A gestão coletiva de bens comuns, proposta por Elinor Ostrom, desafia a "tragédia dos comuns" de Garrett Hardin, destacando a importância do terceiro setor na governança e defesa desses recursos. A colaboração entre Estado, mercado e sociedade civil é essencial para evitar crises ambientais e sociais.

A ONG Cidade Sem Fome, liderada por Hans Dieter Temp, enfrenta dificuldades financeiras para expandir suas hortas em escolas de São Paulo, com 32 unidades na fila de espera. A falta de apoio governamental limita o projeto.

Terezinha Mendes da Silva, cofundadora da ONG Ação da Cidadania, faleceu aos 98 anos, horas após o Brasil ser retirado do Mapa da Fome, deixando um legado de solidariedade e esperança. Sua luta contra a fome e a miséria impactou milhares, e sua contribuição foi amplamente reconhecida em homenagens.