Em 2024, 15% dos domicílios rurais no Brasil ainda careciam de internet, impactando segurança e educação. O projeto Semear Digital, da Embrapa, visa conectar cidades rurais e expandir para o Cone Sul em 2026.

Em 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que quinze por cento dos domicílios rurais no Brasil ainda não tinham acesso à internet. Essa falta de conectividade afeta diretamente a segurança, saúde e educação das comunidades rurais. O professor Aziz Galvão, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), destaca que a internet é essencial para a sustentabilidade agrícola, permitindo que os produtores utilizem aplicativos que orientam sobre o uso correto de agrotóxicos, reduzindo desperdícios e poluição.
Apesar da importância da conectividade, apenas cinquenta e dois por cento dos lares rurais têm acesso a redes 4G e 5G. Em resposta a essa situação, o projeto Semear Digital, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), visa levar internet a cidades rurais, como Caconde, em São Paulo. Desde 2021, a chegada da internet transformou a rotina dos moradores, promovendo inclusão social e melhorias na comunicação e na produção agrícola.
O Semear Digital já beneficiou dez cidades desde seu lançamento em 2020. A coordenadora de parcerias do projeto, Luciana Romani, afirma que a conectividade amplia a comunicação das comunidades rurais com o mundo, resultando em um aumento nas vendas online e no uso de aplicativos bancários. A escolha das cidades é baseada em mais de trinta e quatro indicadores, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o nível de conectividade.
Em Caconde, a internet foi instalada via rádio, utilizando antenas repetidoras, e mais da metade das pequenas propriedades já está conectada. Em outras regiões, como a ilha do Marajó, no Pará, a solução foi o uso de satélites devido à densa floresta. Além de fornecer internet, a Embrapa também oferece treinamentos para que os produtores aprendam a utilizar novas tecnologias, como drones para pulverização, que facilitam o trabalho em terrenos íngremes.
Essas inovações têm um custo elevado, como o kit de drone que custou R$ 135 mil, mas os benefícios são significativos. O presidente do Sindicato Rural de Caconde, Pereira, destaca que a tecnologia melhorou a produção e a qualidade do café, além de reduzir a exposição dos trabalhadores a produtos químicos. A segurança também foi aprimorada, com a instalação de câmeras de monitoramento que reduziram os roubos nas propriedades.
O Semear Digital não se limita ao Brasil. A partir de 2026, o projeto será expandido para países do Cone Sul, como Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, com o apoio do Programa Cooperativo para o Desenvolvimento da Tecnologia Agroalimentar e Agroindustrial do Cone Sul (Procrisur). A sociedade civil pode desempenhar um papel fundamental em apoiar iniciativas que promovam a inclusão digital e o desenvolvimento rural, ajudando a transformar a realidade de comunidades que ainda carecem de acesso à tecnologia.

A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, Janja, recebeu o artista Jay Boggo no Palácio do Planalto para discutir arte e sustentabilidade, enfatizando a construção de um futuro igualitário. O estilista destacou a importância do afeto e da cultura nas conversas.

Neste sábado, o Instituto Aupaba inicia um projeto de turismo regenerativo nas favelas cariocas, com workshops gratuitos e cursos de qualificação para moradores, visando melhorar a experiência turística e a capacitação local. O evento acontece no Morro da Babilônia e inclui a participação da chef Regina Tchelly. O projeto, que se estende até setembro, abrange várias comunidades e oferece formação em áreas como gastronomia e economia circular. Além disso, os participantes poderão visitar pontos turísticos do Rio ao final do curso.

A implementação de saneamento básico pode gerar uma valorização de imóveis de até R$ 91 bilhões até 2060, segundo a GO Associados. A Sabesp se comprometeu a universalizar o serviço até 2029, beneficiando famílias vulneráveis.

Curitiba, Campo Grande, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte se destacam como as capitais com melhor qualidade de vida no Brasil, segundo o Índice de Progresso Social (IPS). O índice, que agora inclui cinco novos indicadores, revela desigualdades significativas entre municípios, enfatizando a importância de políticas públicas integradas.

Uma pesquisa revela que 76% das mulheres no Brasil não possuem reserva financeira e muitas recorrem a empréstimos, evidenciando a desigualdade salarial e a falta de educação financeira. A situação é alarmante.

Leis que proíbem produtos ultraprocessados em escolas melhoraram a alimentação de crianças, segundo estudo da Fiocruz e universidades. Cidades com regulamentações apresentaram melhor Índice de Saudabilidade.