Saúde e Ciência

Desafio do desodorante gera alerta da OMS após tragédia com criança em Ceilândia

Desafio do desodorante resulta em tragédia com morte de criança em Ceilândia, levantando preocupações sobre segurança online e a necessidade de monitoramento parental.

Atualizado em
April 14, 2025
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Sara Raíssa Pereira, 8 anos, foi encontrada na cama. Ao lado do corpo, um tubo de desodorante e o celular - (crédito: Reprodução/Redes sociais)

A morte de uma criança em Ceilândia, após participar do desafio do desodorante, trouxe à tona os riscos associados aos chamados Jogos Perigosos, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica como um distúrbio que pode causar danos à saúde física e mental. O desafio, que envolve a inalação de substâncias presentes em desodorantes, pode provocar arritmias e interferir na troca de oxigênio nos pulmões, levando a consequências graves, como a parada cardiorrespiratória.

A pneumologista Flávia Fonseca, da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), destaca que o sistema respiratório infantil ainda está em desenvolvimento, tornando as crianças mais vulneráveis. Ela alerta que a exposição a quantidades elevadas de aerossóis pode resultar em sequelas futuras, mesmo que a criança sobreviva. Em casos de inalação excessiva, é crucial buscar atendimento médico imediatamente.

O apelo emocional e a facilidade de reprodução desses desafios nas redes sociais são fatores que contribuem para sua popularidade. A psicóloga Rosana Cibok explica que esses conteúdos geram emoções primárias, como surpresa e alegria, incentivando a participação. A busca por validação digital pode levar a comportamentos de risco, onde colocar-se em perigo é visto como uma forma de aceitação social.

Para proteger crianças e adolescentes, o especialista em tecnologia Artur Igreja recomenda o uso de ferramentas de controle parental disponíveis em plataformas como YouTube Kids. Ele enfatiza a importância de uma rotina que combine tecnologia e educação, além de criticar a falta de regulamentação eficaz nas redes sociais para garantir a segurança dos usuários.

A legislação brasileira ainda é insuficiente para regular o ambiente digital, segundo Rosana. Ela defende que as plataformas devem assumir uma responsabilidade ética e social, investindo em moderação humana e mecanismos ágeis para a denúncia de conteúdos nocivos. A proteção das crianças na internet deve ser uma prioridade, com a colaboração de pais e responsáveis.

O caso da menina em Ceilândia evidencia a urgência de ações coletivas para promover a segurança online. Vítimas de situações como essa podem precisar de apoio na recuperação e na conscientização sobre os riscos da internet. A união da sociedade civil pode ser fundamental para desenvolver projetos que protejam as crianças e incentivem um ambiente digital mais seguro.

Correio Braziliense
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