Denúncias de descarte irregular de lixo em São Paulo aumentaram 32% no primeiro trimestre de 2025, totalizando 51.845 reclamações. A prefeitura intensifica fiscalização e coleta, incluindo a Operação Cata-Bagulho.

As denúncias de descarte irregular de lixo e entulho em São Paulo aumentaram 32% no primeiro trimestre de 2025, totalizando 51.845 reclamações, segundo dados da plataforma SP156, da prefeitura. Este crescimento, que representa mais de 570 queixas diárias, ocorre em um cenário de agravamento do problema desde 2021, afetando tanto áreas ricas quanto periferias, com aumento registrado em 80 dos 96 distritos da cidade.
O bairro da Lapa, na Zona Oeste, destacou-se com um aumento de 243% nas reclamações, passando de 300 em 2024 para 1.030 em 2025. O descarte irregular é considerado crime ambiental e pode resultar em multas de até R$ 25 mil e até prisão. A prefeitura, que até o final de 2024 disponibilizava a localização exata das queixas, agora exibe apenas o distrito, dificultando o monitoramento do problema.
Na Lapa, a Rua Tibério se tornou um ponto crítico, com 15 reclamações registradas no final de 2024. Apesar de uma placa indicando a proibição do descarte irregular, a área continua a acumular lixo rapidamente. O analista de tecnologia Tiago Casotte, que passa pela região diariamente, afirma que a situação não melhora, e a chuva agrava o problema, causando alagamentos.
Em Itaquera, na Zona Leste, a professora Cristina Montanhari relata que o acúmulo de lixo atrai pragas urbanas. A Rua Terra Brasileira teve 173 denúncias no final de 2024, posicionando-se entre os locais mais problemáticos da cidade. O professor Antonio Giansante, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, sugere que a prefeitura amplie a fiscalização e o número de ecopontos, atualmente em 128, para facilitar o descarte correto de materiais.
Ronan Contrera, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), enfatiza a importância de uma resposta rápida às reclamações da população. Ele sugere que, após a limpeza, placas informativas sobre a legislação ambiental sejam colocadas e que a comunidade seja incentivada a denunciar e registrar evidências de descartes irregulares.
Fabrício Cobra, secretário de subprefeituras de São Paulo, destaca que a gestão municipal intensificou as ações de coleta e fiscalização, incluindo a Operação Cata-Bagulho, que recolhe móveis e entulhos mensalmente. O plano prevê a adição de mais dez ecopontos e a realização da operação quinzenalmente. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a melhoria do ambiente urbano e a conscientização sobre o descarte correto de resíduos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe testes em animais para cosméticos, com dois anos para implementar métodos alternativos. A norma foi apoiada por 1,68 milhão de assinaturas.

A Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) revogou veto à venda de pratos típicos amazônicos na COP30, após forte pressão pública e política, permitindo a inclusão de açaí e tucupi no evento.

Petrina, uma jovem loba-guará, foi equipada com uma coleira de geolocalização em Minas Gerais para ajudar na conservação da espécie ameaçada. O projeto "Lobos do Caraça" busca entender seus movimentos e promover políticas públicas.

O Ibama relança a campanha "Não tire as penas da vida" em Manaus, visando proteger aves silvestres durante o Festival Folclórico de Parintins, com novas camisetas e ações educativas. A iniciativa busca conscientizar sobre os impactos da exploração da fauna, promovendo práticas sustentáveis e canais de denúncia.

A Câmara aprovou o projeto de lei 2.159/2021, que flexibiliza o licenciamento ambiental, permitindo autodeclaração por empreendedores e gerando preocupações sobre impactos ambientais. Ambientalistas alertam para um retrocesso na proteção ambiental.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a proibição de testes em animais para cosméticos, alinhando o Brasil a práticas éticas globais. Essa medida reflete a crescente consciência social e a adoção de tecnologias alternativas.