Meio Ambiente

Desvio do córrego Santa Bárbara e remoção de lixo são medidas emergenciais após desastre em aterro sanitário em Goiás

Após o desabamento do Aterro Sanitário Ouro Verde em Padre Bernardo (GO), a Secretaria de Meio Ambiente de Goiás anunciou o desvio do córrego Santa Bárbara e a remoção de 42 mil metros cúbicos de lixo. A empresa Ouro Verde se comprometeu a colaborar com as autoridades na recuperação ambiental.

Atualizado em
July 2, 2025
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Leito do Córrego Santa Bárbara sofreu graves danos ambientais - (crédito: Material cedido ao Correio)

O leito do córrego Santa Bárbara será desviado devido aos danos ambientais causados pelo desabamento do Aterro Sanitário Ouro Verde, em Padre Bernardo (GO), ocorrido em 19 de junho. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Goiás anunciou a remoção de 42 mil metros cúbicos de lixo e o esvaziamento das três lagoas de chorume do aterro. Essas ações foram decididas após um relatório técnico que indicou a necessidade de medidas emergenciais.

O engenheiro agrônomo Charles Dayler afirmou que o desvio do córrego, embora não seja a melhor solução, é uma alternativa viável no momento. Ele ressaltou que a implementação de medidas de engenharia requer tempo para elaboração de projetos adequados. O ideal seria que essa intervenção fosse temporária, até que a recuperação da área seja concluída.

A remoção dos 42 mil metros cúbicos de resíduos é considerada tecnicamente viável, apesar das dificuldades de acesso ao local. Dayler enfatizou a urgência de realizar essa retirada antes do período de chuvas, para evitar o aumento do escoamento de chorume, que pode agravar a contaminação ambiental. Ele alertou que, mesmo com a remoção, a degradação ambiental continuará, pois o material ainda estará em contato com o meio ambiente.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que uma força-tarefa com quinze servidores está mobilizada para responder ao incidente. As ações incluem o desvio do curso hídrico poluído e a instalação de motobombas para drenar a água acumulada pelo lixo. Essas medidas visam minimizar os impactos ambientais na Área de Proteção Ambiental (APA) da Nascente do Rio Descoberto.

A empresa Ouro Verde, responsável pelo aterro, declarou que está colaborando com as autoridades e ampliou sua equipe técnica para lidar com a situação. Em nota, a empresa garantiu que assumirá os custos das ações emergenciais e da recuperação ambiental, além de se comprometer a manter a comunicação transparente com a sociedade. A empresa também está elaborando um plano robusto de recuperação ambiental em conjunto com órgãos reguladores.

As vítimas do acidente podem precisar de apoio na recuperação desse incidente. A mobilização da sociedade civil é fundamental para garantir que as ações de recuperação sejam efetivas e que as comunidades afetadas recebam a assistência necessária. Projetos que visem a recuperação ambiental e o suporte às vítimas devem ser estimulados, promovendo a união em prol de um futuro mais sustentável.

Correio Braziliense
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