A regulamentação da atividade de guarda-volumes na Papuda, no DF, reconhece oficialmente os ambulantes, como Áura Dias da Cruz, e representa uma conquista significativa para esses trabalhadores informais. A nova portaria, que permite a emissão de licenças, traz esperança e segurança para quem vive do pequeno comércio ao redor do sistema prisional.

Áura Dias da Cruz, de sessenta e dois anos, atua como guarda-volumes em frente à Penitenciária Federal do Distrito Federal (PDF 1), no Complexo Penitenciário da Papuda. Com um guarda-sol e panos, ela organiza sua banca para atender os visitantes dos detentos. Este comércio informal, que existe há quase trinta anos, é uma forma de empreendedorismo popular que sustenta ao menos vinte famílias na região.
Às sete horas, Áura começa a receber os familiares dos presos, que buscam guardar objetos pessoais durante as visitas. A entrada no presídio é rigorosa, com proibições de celulares, bolsas e acessórios. As roupas devem ser brancas e sem detalhes. O trabalho de Áura, que começou em dois mil, garante um rendimento mensal de cerca de R$ 1,2 mil, mas ela expressa preocupação com a insegurança da atividade, que depende de sua saúde e disponibilidade.
Para ter alguma segurança financeira, Áura paga mensalmente a taxa do Microempreendedor Individual (MEI). Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 38,6% da população ocupada está na informalidade. Os trabalhadores informais no sistema prisional enfrentam restrições e atuam como suporte emocional para os visitantes, que muitas vezes lidam com situações de vulnerabilidade.
Uma portaria de janeiro deste ano regulamentou a atividade de guarda-volumes na Papuda, permitindo a emissão de licenças para os ambulantes. O administrador da região, Aderivaldo Martins Cardoso, destacou que a regulamentação é um reconhecimento da administração penitenciária. No entanto, a venda de alimentos e outros itens é proibida nas proximidades do presídio, o que gera questionamentos entre os comerciantes.
Josy Dias da Cruz, filha de Áura e guarda-volumes há dezesseis anos, lidera a Associação dos Ambulantes do Sistema Prisional do DF (AASP). A associação, que conta com vinte e uma pessoas, conquistou o reconhecimento oficial da Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape-DF). Josy começou a trabalhar na Papuda após a falência de uma empresa onde prestava serviços, e sua renda mensal gira em torno de R$ 800, complementada por costuras.
O comércio informal em torno do sistema prisional é uma alternativa de sobrevivência para muitos, como Gilvan Ferreira, que vende roupas brancas para os visitantes. A regulamentação e o reconhecimento das atividades informais são passos importantes para garantir a dignidade desses trabalhadores. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a inclusão e a dignidade dessas pessoas, ajudando a transformar suas realidades.

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 7% no primeiro trimestre de 2024, revelando desigualdades acentuadas entre mulheres, jovens e grupos raciais, com destaque para 26,4% entre adolescentes. Os dados da PNAD e IBGE mostram que as mulheres enfrentam uma taxa de 8,7%, enquanto a de homens é de 5,7%. A situação é crítica para os jovens, especialmente os de 14 a 17 anos, e os grupos raciais mais afetados são pretos e pardos.

A solidão é comparada ao efeito de fumar 15 cigarros diários, segundo o professor Leandro Freitas, que alerta sobre seus impactos na saúde cerebral e o aumento do risco de demência. Ele critica a eficácia das redes sociais em combater a solidão, enfatizando que a interação física é insubstituível.

Ywyzar Tentehar, jovem atriz do povo Tentehar, destaca a pintura corporal como símbolo de luta no Acampamento Terra Livre, em Brasília, em defesa dos direitos indígenas.

O programa Agora Tem Especialistas, do governo federal, permite que hospitais e clínicas privadas ofereçam serviços especializados ao SUS, com R$ 5,5 bilhões anuais para reduzir filas de atendimentos.

Um estudo da Mercer revela que preocupações financeiras fazem profissionais perderem em média 6 horas de trabalho por mês, contribuindo para o aumento do burnout no Brasil, onde 42% da população adulta está inadimplente.

A Caravana Sebrae Delas promoveu um evento em Maceió, reunindo mais de 12 mil participantes e destacando o crescimento do empreendedorismo feminino no estado, com quase 97 mil empresas lideradas por mulheres. A iniciativa, parte do Alagoas Summit, visa capacitar e conectar empreendedoras, enfrentando desafios como a formalização de negócios. O Sebrae oferece soluções como o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas, facilitando o acesso ao crédito.