A espiritualidade é cada vez mais reconhecida na medicina cardiovascular, com estudos mostrando que ela pode reduzir internações e melhorar a pressão arterial em pacientes cardíacos. No 45º Congresso da SOCESP, especialistas destacaram que aspectos como gratidão e propósito de vida impactam positivamente a saúde, sugerindo uma abordagem integrada na prática clínica.

A espiritualidade tem se mostrado um fator relevante na medicina cardiovascular, com estudos recentes indicando que aspectos como propósito de vida, gratidão e esperança podem impactar positivamente a saúde dos pacientes. Durante o 45º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP 2025), especialistas discutiram como a espiritualidade pode contribuir para a redução de internações e o controle da pressão arterial em indivíduos com doenças cardíacas.
O cardiologista Fernando Nobre, especialista em hipertensão arterial, ressaltou que espiritualidade e religiosidade não são sinônimos. Enquanto a religiosidade envolve práticas e crenças organizadas, a espiritualidade abrange valores morais e emocionais que orientam as decisões de vida. Essa dimensão subjetiva pode ser avaliada cientificamente e está associada a melhores desfechos clínicos.
Pesquisas indicam que pacientes com maior espiritualidade apresentam menor propensão à hipertensão e melhores níveis de pressão arterial. Um estudo recente da Universidade Federal de Goiás (UFG) acompanhou cem pessoas com hipertensão durante doze semanas. O grupo que recebeu estímulos à espiritualidade, sem vínculo religioso, apresentou redução significativa na pressão arterial e melhora na função endotelial.
Além disso, a espiritualidade parece influenciar a fisiopatologia da insuficiência cardíaca, resultando em menos sintomas e internações. O cardio-oncologista Rafael Nunes mencionou uma revisão sistemática que correlacionou altos níveis de espiritualidade a menos sintomas ansiosos e depressivos, maior adesão ao tratamento e redução do risco de morte. A vivência espiritual, mais do que a simples participação em organizações religiosas, é crucial para esses resultados.
Estudos também mostram que eventos estressantes, como terremotos ou jogos de futebol, podem aumentar a incidência de infartos agudos do miocárdio. O diretor da Unidade Coronariana do Instituto do Coração (InCor), Roberto Veiga Giraldez, destacou que a espiritualidade pode ajudar a mitigar o impacto do estresse, proporcionando uma forma de enfrentar situações adversas com mais tranquilidade.
Os especialistas defendem a inclusão da espiritualidade na prática clínica, respeitando os limites dos pacientes. Perguntas sobre o impacto emocional da doença e crenças pessoais podem ser integradas à anamnese. Essa abordagem holística pode transformar o cuidado médico, abrangendo mente, emoções e valores. Projetos que promovem a saúde e o bem-estar espiritual podem ser fundamentais para melhorar a qualidade de vida de muitos pacientes.

Moradores de Brasília celebram o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, destacando a importância de locais como o Museu Nacional e o Catetinho, enquanto o Iphan investe em restaurações significativas.

Conceição Evaristo, renomada escritora da favela do Pindura Saia, participará da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) de 30 de julho a 3 de agosto, lançando "Macabéa". Ela integrará uma roda de conversa na Casa da Favela, destacando a importância da literatura periférica. A coordenadora Jaque Palazzi ressalta que a arte das favelas é essencial para a transformação social.

O programa “Reconhecer, Reparar, Religar para Seguir” busca fortalecer laços entre Brasil e Angola, culminando na viagem simbólica “A Grande Travessia” em 2025, focando em memória e reparação histórica. A iniciativa, liderada por pesquisadores da UNESP, visa resgatar relações culturais e promover justiça reparatória após séculos de escravização.

A Sigma Lithium, sob a liderança de Ana Cabral, já gera 1.700 empregos diretos e 18 mil indiretos no Vale do Jequitinhonha, destacando-se na produção sustentável de lítio e promovendo desenvolvimento social.

O artista Diogo Nógue criticou o Instituto Inhotim por expor corpos negros de forma desumanizante em suas galerias, solicitando um posicionamento institucional. O museu respondeu com planos de atualização curatorial.

A 3ª Conferência Distrital de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, realizada em junho, abordou os desafios da saúde no trabalho e a necessidade de políticas públicas eficazes. O evento, promovido pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, destacou o aumento de problemas de saúde mental e a importância da participação social no Sistema Único de Saúde (SUS).