Saúde e Ciência

Exercício físico eleva produção de substâncias anticâncer em sobreviventes de câncer de mama, revela estudo australiano

Um estudo da Universidade Edith Cowan revela que uma única sessão de exercício físico pode aumentar a produção de miocinas anticâncer em sobreviventes de câncer de mama, reforçando a atividade física como parte essencial do tratamento.

Atualizado em
August 11, 2025
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Musculação. Foto: Unsplash — Foto: Unsplash

Um estudo recente da Universidade Edith Cowan (ECU), na Austrália, revelou que uma única sessão de exercício físico pode aumentar a produção de miocinas anticâncer em sobreviventes de câncer de mama. Publicado na revista científica Breast Cancer Research and Treatment, o estudo analisou trinta e dois sobreviventes que participaram de treinos de resistência ou de treino intervalado de alta intensidade (HIIT). As amostras de sangue foram coletadas antes, imediatamente após e trinta minutos depois da atividade.

Os resultados mostraram que a sessão de exercício foi suficiente para elevar a concentração de miocinas, proteínas que desempenham um papel importante na redução do crescimento do câncer. O pesquisador Francesco Bettariga, autor do estudo, destacou que o exercício se tornou uma intervenção terapêutica no manejo do câncer, com evidências que comprovam sua segurança e eficácia como parte do tratamento.

Bettariga também mencionou que tanto o treino de resistência quanto o HIIT são eficazes na produção dessas miocinas. Em um estudo anterior, publicado no Journal of Cancer Survivorship, o pesquisador investigou a relação entre atividade física e câncer, concluindo que mudanças na composição corporal poderiam reduzir a inflamação, um fator que favorece o crescimento tumoral.

O cientista enfatizou que estratégias para reduzir a inflamação são essenciais para criar um ambiente menos propício à progressão do câncer. Ele alertou que soluções rápidas para perda de peso não devem substituir a prática de exercícios, pois é fundamental preservar a massa muscular para obter os benefícios desejados.

Estudos anteriores já demonstraram a importância da atividade física no combate aos efeitos colaterais do tratamento oncológico. Uma revisão publicada na British Journal of Sports Medicine confirmou que a prática regular de exercícios pode reduzir complicações pós-operatórias e melhorar a recuperação. Além disso, pesquisas indicam que exercícios aeróbicos podem diminuir o risco de câncer metastático em até setenta e dois por cento.

Com base nas evidências, é crucial que a prática de exercícios seja incentivada como parte do tratamento do câncer. A união da sociedade civil pode ser um fator determinante para apoiar iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar de sobreviventes de câncer, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e a redução de custos no sistema de saúde.

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