Uma investigação da Reuters revelou que 24 dos 36 projetos de carbono na Amazônia estão associados a beneficiários com infrações ambientais, incluindo um esquema de legalização de madeira ilegal. Os projetos, validados por Verra e Cercarbono, expõem falhas no controle de qualidade do mercado voluntário de carbono, com penalidades que superam R$ 125 milhões. O caso de Ricardo Stoppe Junior, preso por liderar um esquema de lavagem de madeira, destaca a gravidade da situação.

Uma investigação da Reuters revelou que 24 dos 36 projetos de carbono na Amazônia estão associados a beneficiários com infrações ambientais. As iniciativas analisadas, que visam a conservação florestal, foram aprovadas pelas certificadoras Verra e Cercarbono, responsáveis por validar e registrar projetos no mercado voluntário global de carbono. A Verra opera o Verified Carbon Standard (VCS), enquanto a Cercarbono atua na América Latina com metodologias adaptadas à região.
O levantamento expõe falhas significativas no processo de due diligence das empresas que movimentam bilhões de dólares no setor. Em pelo menos 20 casos, os responsáveis pelos projetos já tinham histórico de multas antes da certificação, e em sete situações, as infrações continuaram após o registro. Além disso, cinco projetos apresentaram violações dentro de áreas protegidas, incluindo desmatamento e transporte de madeira sem documentação.
O valor total das penalidades aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) aos envolvidos ultrapassa R$ 125 milhões, considerando infrações desde 2008. Muitas dessas empresas e indivíduos conseguiram acessar o mercado de carbono e manter atividades irregulares durante a comercialização dos créditos. O caso mais notório é de Ricardo Stoppe Junior, que comercializou cerca de US$ 15 milhões em créditos entre 2020 e 2024.
Stoppe foi preso em junho de 2024 durante a "Operação Greenwashing" da Polícia Federal, acusado de liderar um esquema de legalização de madeira extraída ilegalmente por meio de projetos de carbono. Ele acumula multas do IBAMA desde 2014, totalizando R$ 8,6 milhões. O relatório policial detalha como o grupo utilizava iniciativas de conservação para lavar madeira irregular, falsificando títulos de terra em unidades de conservação.
Após a divulgação da investigação, a Verra anunciou uma revisão formal de todos os projetos identificados e suspendeu preventivamente as iniciativas de Stoppe. A Cercarbono também iniciou uma investigação, mas afirmou que não há indícios de comprometimento da integridade dos projetos. Essas descobertas são especialmente relevantes para o Brasil, que em 2024 aprovou uma legislação criando um mercado regulado nacional de carbono, com controles mais rigorosos para projetos futuros.
O mercado voluntário global de carbono movimentou US$ 7,6 bilhões nos últimos cinco anos, com significativa participação de projetos amazônicos. Entre os compradores de créditos dos projetos problemáticos estão multinacionais como Boeing, Telefónica e Ecopetrol. Em meio a essa situação, é crucial que a sociedade civil se una para apoiar iniciativas que promovam a transparência e a integridade no mercado de carbono, garantindo que projetos de conservação sejam realmente eficazes e sustentáveis.

A Operação Asfixia desmantelou mais de 100 estruturas de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, com a participação de diversas agências de segurança. A ação resultou na apreensão de substâncias perigosas e na neutralização de duas aeronaves, impactando a logística do garimpo.

Ressacas em Niterói causam danos severos nas praias de Camboinhas e Sossego, levando a interdições e retirada de contêineres. A Defesa Civil alerta para ondas de até 3,5 metros e destaca a vulnerabilidade de Piratininga a eventos climáticos extremos.

Um estudo do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) revela que quatro Regiões Administrativas (RAs) se destacam em sustentabilidade, enquanto a Estrutural apresenta desempenho regular. A análise abrange 35 RAs e será monitorada até 2026.

Um novo projeto de energia solar foi lançado, com previsão de aumentar a capacidade de geração em trinta por cento em dois anos, impulsionado por investimentos privados e apoio governamental.

O BNDES lançou o projeto "Tudo na Circularidade" com R$ 20 milhões para cooperativas de reciclagem, enquanto o Itaú se compromete a investir R$ 1 trilhão em finanças sustentáveis até 2030. Essas iniciativas visam impulsionar a economia circular e a transição para um modelo de baixo carbono.

A inauguração da usina de etanol de milho da Inpasa em Balsas, Maranhão, promete impulsionar a produção de biocombustíveis no Nordeste, com capacidade para gerar 925 milhões de litros anualmente. O evento destaca a crescente inovação no setor, com foco em matérias-primas sustentáveis como agave e macaúba, além do milho. O Banco do Nordeste e a Embrapa também apoiam essa transformação, que visa diversificar a matriz energética e fortalecer a infraestrutura regional.