Filhote de carcará-do-norte é resgatado em Santarém com penas cortadas e sinais de domesticação. O Ibama investiga a situação e o animal será reabilitado no ZooUnama, podendo ser reintroduzido na natureza.

Santarém/PA (13 de maio de 2025) – Um filhote de carcará-do-norte (Caracara plancus cheriway) foi resgatado por uma equipe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na região de Santarém, no Pará. O animal foi encontrado com as penas das asas cortadas, machucado e em estado de estresse. Moradores do distrito de Curuai, pertencente ao Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, localizaram a ave e acionaram o Ibama, que prestou os cuidados necessários.
A equipe do Ibama constatou que o filhote apresentava sinais de domesticação, como a docilidade excessiva e as penas cortadas, uma prática comum para impedir que aves de rapina voem. Essas características sugerem que o animal pode ter sido mantido em cativeiro irregular, possivelmente fugindo ou sendo abandonado antes de ser encontrado. O filhote foi encaminhado ao zoológico ZooUnama, em Santarém, para avaliação veterinária e reabilitação.
Após a recuperação, os especialistas do zoológico decidirão a melhor destinação para a ave, que pode incluir a reintrodução na natureza ou, se não for apta, o encaminhamento para um centro de conservação. A domesticação de animais silvestres sem autorização é considerada crime ambiental, conforme a Lei nº 9.605/1998 e o Decreto 6.514/2008. O corte de penas das asas é classificado como maus-tratos, comprometendo o comportamento natural da ave e sua capacidade de defesa contra predadores.
Além dos danos físicos, a domesticação pode levar a problemas como estresse e obesidade, afetando a saúde mental e física do animal. O Ibama reforça a importância de denunciar casos de maus-tratos ou posse ilegal de animais silvestres pelo telefone 0800 061 8080 ou pelo aplicativo Linha Verde. A proteção das espécies é fundamental para o equilíbrio ecológico e a preservação da biodiversidade.
O carcará-do-norte é uma ave de rapina comum em regiões abertas das Américas, desempenhando um papel crucial no ecossistema. Sua captura e manutenção em cativeiro sem autorização são crimes previstos na legislação ambiental brasileira. A conscientização sobre a importância da proteção dessas aves é essencial para garantir sua sobrevivência e bem-estar.
Nessa situação, a união da sociedade pode fazer a diferença na recuperação e reabilitação de animais silvestres. Projetos que visam a proteção e reabilitação de espécies ameaçadas devem ser apoiados e estimulados, contribuindo para a preservação da fauna brasileira e a educação ambiental.
O preço do café arábica disparou 70% em 2024, refletindo os impactos das mudanças climáticas nas lavouras brasileiras. Produtores enfrentam perdas e buscam novas técnicas para adaptação.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a umidade do ar na região central do Brasil, que deve ficar entre 12% e 20% até 23 de agosto, aumentando riscos de incêndios e problemas de saúde. A seca afeta também o Distrito Federal e outros estados, exigindo cuidados com atividades ao ar livre.

Subprefeitura embarga obra em Copacabana após corte irregular de árvores nativas, configurando crime ambiental. Empresas responsáveis serão notificadas e fiscalizações serão intensificadas na área.

Insetos no Brasil estão adaptando suas galhas para sobreviver aos incêndios florestais, com uma pesquisa da Universidade Federal de Sergipe mostrando que 66% das larvas em galhas queimadas conseguiram resistir. O estudo destaca a necessidade de novas investigações sobre a adaptação desses insetos em um cenário de incêndios crescentes no Cerrado, onde 9,7 milhões de hectares foram consumidos em 2022.

Aquecimento global aumenta toxicidade do arroz, elevando arsênio e riscos à saúde. Estudo de Lewis Ziska revela que temperaturas e CO2 elevados intensificam a absorção da toxina, afetando bilhões.

Queimadas e expansão agrícola na Amazônia comprometem a saúde do solo, reduzindo estoques de carbono e nitrogênio, mesmo após nove anos de recuperação, segundo estudo recente. Pesquisadores alertam para a degradação ambiental e a necessidade de políticas de preservação.