A Folha de S.Paulo questiona a segurança do consumo de cação, mas enfrenta críticas por falta de evidências e por não ouvir entidades que defendem a pesca sustentável. A polêmica envolve riscos à saúde e ao meio ambiente.

O consumo de carne de tubarão, conhecido como cação, é uma prática comum no Brasil, especialmente em escolas e hospitais públicos. Recentemente, a Folha de S.Paulo trouxe à tona preocupações sobre os riscos sanitários e ambientais associados a esse alimento, gerando polêmica e críticas por parte de entidades que defendem a sustentabilidade da pesca.
O artigo da Folha, que republicou um texto do site Mongabay, levantou questões sobre a segurança do cação, afirmando que seu consumo poderia trazer riscos à saúde e ao meio ambiente. A reportagem destacou que a carne de tubarão é rica em toxinas de metais pesados e que a população de tubarões tem diminuído devido à sobrepesca. No entanto, a falta de evidências concretas para essas alegações gerou descontentamento entre especialistas e associações do setor pesqueiro.
Entidades como a Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) e a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes) contestaram as informações apresentadas. Ambas afirmaram que o cação comercializado no Brasil não apresenta contaminação e que dados oficiais do governo comprovam a segurança do produto. Além disso, ressaltaram que a pesca de tubarões-azuis, a principal espécie utilizada, é considerada sustentável.
O Ministério da Saúde também foi mencionado, pois recomenda o cação para crianças pequenas, destacando sua ausência de espinhas e não mencionando contaminantes. Contudo, a reportagem não buscou uma posição oficial do ministério, o que levantou mais críticas sobre a falta de um debate equilibrado na cobertura do tema.
Além disso, a Folha não incluiu vozes de especialistas que defendem a sustentabilidade da pesca, limitando-se a ouvir uma ONG que pede a proibição das compras institucionais de carne de tubarão. Essa abordagem unilateral foi vista como uma falha na responsabilidade jornalística, que deveria incluir diferentes perspectivas sobre o assunto.
Em um cenário onde as preocupações ambientais e sanitárias são cada vez mais relevantes, é essencial que a discussão sobre o consumo de cação seja baseada em dados concretos e que todas as partes interessadas sejam ouvidas. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a pesca sustentável e a segurança alimentar, garantindo um futuro mais equilibrado para todos.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve aprovar o aumento da mistura de etanol na gasolina para 30% e do biodiesel no diesel para 15%, com impactos positivos na economia e no meio ambiente. A medida pode reduzir o preço da gasolina em até R$ 0,13 por litro e aumentar a demanda por soja e biodiesel, promovendo empregos e renda na agricultura familiar.

Foi anunciado o Fórum de Líderes Locais da COP30, que ocorrerá no Rio de Janeiro de 3 a 5 de novembro, reunindo prefeitos e governadores para discutir soluções climáticas locais e financiamento. O evento, que antecede a conferência em Belém, visa destacar o papel das cidades na luta contra a crise climática e reforçar o multilateralismo.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfrenta resistência no Congresso após o veto de 63 dispositivos da nova lei de licenciamento ambiental pelo presidente Lula, que propõe um novo projeto. A ministra busca convencer os parlamentares sobre a importância de integrar avanços conceituais, mantendo a proteção ambiental e a agilidade no processo.

O Congresso do México aprovou uma emenda que proíbe o uso de mamíferos marinhos em entretenimento, exigindo sua transferência para ambientes naturais. A nova lei visa proteger golfinhos e orcas, reconhecendo sua inteligência e necessidade de liberdade.

Levantamento aponta que 15 das 26 capitais brasileiras enfrentam falhas nas estações meteorológicas automáticas, comprometendo a precisão das previsões climáticas. O Inmet planeja reestruturar a rede de monitoramento.

Entre 5 e 11 de maio de 2025, o Brasil enfrentará chuvas intensas e temperaturas elevadas, com riscos de temporais e granizo no Rio Grande do Sul. A MetSul alerta para acumulados de até 200% da média mensal.