O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) ordenou que o Google revele a identidade de um usuário que ameaçou de morte o influenciador Felca após suas denúncias sobre a sexualização de crianças. Felca, com milhões de seguidores, denunciou a 'adultização' de menores nas redes sociais, levando à prisão de Hytalo dos Santos e seu marido por tráfico humano e exploração sexual infantil.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, no último domingo, que o Google deve quebrar o sigilo de um usuário que ameaçou de morte o influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. As ameaças ocorreram após Felca denunciar a 'adultização' de crianças nas redes sociais. O Google não comentou a decisão judicial. As mensagens continham expressões agressivas, como "vc vai se ferrar muito sua vida" e "vc vai morrer se prepara por sua vida".
O juiz Pedro Henrique Valdevite Agostinho determinou que o Google forneça dados que identifiquem o usuário, incluindo IPs de acesso e dados cadastrais. O magistrado estabeleceu uma multa diária de R$ 2 mil, limitada a R$ 100 mil, caso a ordem não seja cumprida. Felca havia solicitado que o processo tramitasse em segredo de Justiça, mas o pedido foi negado, pois o juiz considerou que não havia justificativa suficiente para tal medida.
A discussão sobre a adultização de crianças nas redes sociais ganhou destaque após Felca publicar um vídeo no dia 6 de agosto, onde expôs o crescimento desse tipo de conteúdo. O vídeo, que já conta com mais de 43 milhões de visualizações, mostra como os algoritmos das redes sociais podem expor menores a conteúdos impróprios. Felca possui uma grande audiência, com 17,7 milhões de seguidores no Instagram e 8,45 milhões no YouTube.
As denúncias de Felca levaram à prisão do influenciador Hytalo dos Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente, acusados de tráfico humano e exploração sexual infantil. A defesa do casal alega inocência e afirma que sempre se colocaram à disposição das autoridades. O Ministério Público da Paraíba investiga a exploração de menores em vídeos que sexualizam crianças, além de práticas de aliciamento.
Segundo a denúncia, Hytalo pagava às famílias dos adolescentes cerca de três salários mínimos para que os menores ficassem em sua casa. Os jovens eram chamados de "cria" e tinham seus celulares apreendidos para que apenas Hytalo pudesse postar conteúdos nas redes sociais, concentrando a audiência em suas plataformas. O caso levanta preocupações sobre a segurança e a proteção de crianças nas redes sociais.
Essa situação evidencia a urgência de ações coletivas para proteger os direitos das crianças e adolescentes. Projetos que visem a conscientização e a regulamentação das redes sociais são fundamentais para evitar a exploração e a sexualização de menores. A união da sociedade civil pode ser um passo importante para garantir um ambiente mais seguro para as futuras gerações.

O Núcleo de Pesquisa Pescado para Saúde, com apoio da FAPESP, lançou três materiais educativos sobre os benefícios do consumo de pescado em todas as fases da vida. O projeto visa promover uma alimentação saudável e informada.

Squel Jorgea, porta-bandeira com 30 anos de carreira, lança o projeto "Squel — Oficinas de bailado de porta-bandeira", oferecendo aulas gratuitas para mulheres a partir dos 14 anos em diversas cidades do Rio. As oficinas visam promover a cultura do carnaval e apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social, com foco na dança e na história do carnaval. As inscrições estão abertas e as aulas ocorrerão em locais como Japeri, Mesquita e Madureira.

No dia 21 de junho, o Sesi Lab em Brasília inaugurará as exposições "Mundos Imaginários" e "Brinquedos Esquecidos: o Lúdico Reinventado", com entrada gratuita, promovendo criatividade e empreendedorismo juvenil. As mostras, parte da Feira do Empreendedorismo da FashionTeen, oferecem uma experiência sensorial e educativa, reunindo famílias e educadores em um ambiente lúdico e artístico.

O Senado aprovou o Projeto de Lei 234/2024, que revoga a Lei 11.438/06 e estabelece um novo marco para incentivos fiscais ao esporte, permitindo deduções no Imposto de Renda. A proposta, que recebeu 74 votos favoráveis, agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo texto unifica as regras para a concessão de benefícios, permitindo que projetos desportivos e paradesportivos recebam recursos, desde que promovam formação esportiva e inclusão social. As deduções no Imposto de Renda são de até 7% para pessoas físicas e 3% para empresas, com limites específicos para projetos voltados à inclusão. A relatora, senadora Leila Barros, destacou a importância do esporte como investimento social.

Estudo recente revela que reduzir pela metade o consumo de alimentos ultraprocessados pode resultar em perda de peso e melhora no bem-estar em apenas oito semanas. A pesquisa destaca a importância de escolhas alimentares saudáveis para prevenir doenças crônicas.

Especialistas debatem a urgência de estabelecer idades mínimas para o uso de smartphones e redes sociais, destacando riscos como vícios e violência entre adolescentes. O painel 'Like e laços' no Rio Innovation Week abordou a necessidade de proteção digital.