Marina Silva anunciou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) deve ser lançado até a COP-30, com a meta de mobilizar mais de US$ 150 bilhões para 70 países. O governo critica a falta de financiamento climático.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) deverá estar em funcionamento até a Conferência das Partes (COP-30), que ocorrerá em Belém, no Pará, em novembro. A expectativa é que o fundo mobilize mais de US$ 150 bilhões para apoiar setenta países com florestas tropicais. A informação foi divulgada durante a cúpula do Brics, onde o financiamento climático será um dos principais temas de discussão.
Marina Silva, em entrevista à imprensa oficial, destacou a necessidade urgente de financiamento climático, criticando a falta de apoio das grandes economias globais. Ela mencionou que a ausência de recursos financeiros adequados tem sido um dos principais obstáculos para a implementação de ações efetivas contra as mudanças climáticas. A ministra enfatizou que a situação exige uma resposta rápida e robusta.
O governo brasileiro propõe que o TFFF seja financiado por uma combinação de recursos públicos e privados. A ministra ressaltou que esses fundos são essenciais para garantir a justiça climática e permitir que os países em desenvolvimento realizem suas transições para economias mais sustentáveis. Além disso, Marina mencionou a importância da transferência de tecnologia para apoiar essas nações.
Durante a cúpula do Brics, que ocorreu no Rio de Janeiro, a ministra também abordou a necessidade de redirecionar os fluxos financeiros para enfrentar as mudanças climáticas. Ela afirmou que é crucial que os investimentos sejam feitos com a quantidade, velocidade e constância que a crise climática exige. O governo está implementando medidas adicionais, como o Fundo Clima Fundo Amazônia, com o objetivo de alcançar o desmatamento zero.
Marina Silva também comentou sobre a atuação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, e a necessidade de que esse banco direcione seus recursos para iniciativas que combatam as mudanças climáticas. A ministra acredita que é fundamental corrigir os danos já causados e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Com a mobilização de recursos significativos, iniciativas como o TFFF podem fazer uma diferença real na luta contra as mudanças climáticas. A união da sociedade civil é essencial para apoiar projetos que visem a preservação ambiental e a justiça climática, garantindo um futuro mais sustentável para todos.

ICMBio e BNDES promovem consulta pública sobre concessão de serviços no Parque Nacional e Floresta Nacional de Brasília, gerando protestos contra a possível cobrança de ingressos.

Google lança o modelo de IA "AlphaEarth Foundations" para mapear mudanças climáticas, em parceria com o Google Earth Engine, beneficiando iniciativas como MapBiomas e Global Ecosystems Atlas. A tecnologia promete revolucionar o monitoramento ambiental.

Em março de 2025, Goiânia registrou uma queda de 62% na precipitação, totalizando apenas 97,0 mm, enquanto as temperaturas médias superaram a normal em até 2,5°C, impactando o clima local.

O Brasil, líder em energias renováveis, avança na descarbonização com o hub de hidrogênio verde no Ceará e um edital de R$ 500 milhões do BNDES para inovações em biometano.

O governador Tarcísio de Freitas e a secretária Natália Resende afirmaram que será possível nadar nos rios Tietê e Pinheiros até 2029, com a adesão de 371 municípios ao plano de saneamento. Durante a comemoração da desestatização da Sabesp, Tarcísio destacou a importância da despoluição e comparou a meta a desafios históricos, enquanto Natália confirmou que alguns trechos podem ser limpos antes do prazo. O investimento total é de R$ 5,6 bilhões.

O Pará se prepara para a COP30 com novas regras para o Fundo Estadual de Meio Ambiente, prevendo R$ 1 bilhão a mais para ações sustentáveis, destacando a responsabilidade ambiental e a transparência nas políticas públicas.