Socioambiental

Governo federal intensifica combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará

O governo federal iniciou uma operação de 90 dias para erradicar o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no Pará, com destruição de acampamentos e apreensões de materiais. A ação, determinada pelo STF, visa proteger o território do povo Mebêngôkre, que enfrenta devastação ambiental.

Atualizado em
May 10, 2025
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Acampamentos de garimpos ilegais foram destruídos Imagem: Reprodução/Polícia Federal do Pará

O governo federal lançou uma operação de combate ao garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, localizada no estado do Pará. A ação, que se estenderá por noventa dias, visa desmantelar acampamentos e remover ocupações não autorizadas em um território demarcado desde mil novecentos e noventa e um. A Polícia Federal (PF) informou que, nos primeiros dias, foram destruídos acampamentos e apreendidos materiais como combustível, maquinário, munições, mercúrio, ouro e celulares.

A Terra Indígena Kayapó é habitada pelo povo Mebêngôkre e, segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a situação do garimpo na região é considerada "crítica". Durante o governo anterior, foram devastados duzentos e setenta e quatro hectares de mata nativa, o que equivale a duzentos e cinquenta e três campos de futebol. O Ministério dos Povos Indígenas destacou que essa é a segunda terra indígena mais afetada pela mineração ilegal no Brasil.

Com uma área total de três milhões e duzentos mil hectares, a Terra Indígena Kayapó abrange partes dos municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Cumaru do Norte e Bannach. A operação foi iniciada no dia dois de maio e inclui varredura do território e mapeamento aéreo para identificar novas invasões. O governo afirma que está mantendo diálogo com a população local e que o Ministério dos Povos Indígenas já conversou com mais de cem lideranças Kayapó sobre a operação.

O Ministério dos Povos Indígenas ressaltou que a exploração econômica da terra pelos garimpeiros deixa um rastro de devastação para os indígenas. A operação, conhecida como desintrusão, tem como objetivo retirar invasores de territórios tradicionais, garantindo a proteção dos direitos dos povos indígenas. A situação alarmante exige ações efetivas para preservar o meio ambiente e a cultura local.

Além da destruição ambiental, o garimpo ilegal também traz riscos à saúde e segurança das comunidades indígenas. A presença de mercúrio e outros produtos químicos utilizados na mineração pode contaminar fontes de água e afetar a saúde dos habitantes locais. A operação do governo é um passo importante, mas a continuidade do apoio à causa indígena é fundamental para garantir a proteção desses territórios.

Nesta luta pela preservação das terras indígenas, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visem apoiar as comunidades afetadas e promover a conscientização sobre a importância da proteção ambiental são essenciais. A mobilização em torno dessas causas pode ajudar a garantir um futuro mais seguro e sustentável para os povos indígenas e suas terras.

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