Meio Ambiente

Incêndios florestais no Rio de Janeiro: Zona Oeste enfrenta período crítico com aumento de queimadas

Incêndios florestais no Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, já somam 3.484 acionamentos em 2025, com foco em Recreio e Vargem Grande. Ações de prevenção e investigações estão em andamento.

Atualizado em
August 17, 2025
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Incêndio no Maciço da Pedra Branca, próximo à Estrada do Pau da Fome, em 2 de outubro de 2024 — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo

Os meses de agosto e setembro são críticos para incêndios florestais no Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, onde Jacarepaguá e Campo Grande apresentam altos índices de ocorrências. Em 2025, o número de acionamentos para incêndios já alcançou três mil quatrocentos e oitenta e quatro, com destaque para os bairros Recreio e Vargem Grande. Investigações sobre queimadas criminosas estão em andamento, mas enfrentam desafios significativos.

O Corpo de Bombeiros e os órgãos ambientais estão em alerta, pois este período é historicamente o mais seco, favorecendo a combustão e a propagação do fogo. O major Fábio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, destaca que a Zona Oeste, com grandes extensões de vegetação, é a mais afetada. A combinação de vegetação densa e vento forte dificulta o combate aos incêndios, que muitas vezes se alastram antes que os bombeiros sejam acionados.

Entre janeiro e julho de 2025, os bairros da Área de Planejamento 4, que inclui Barra, Recreio, Jacarepaguá e Vargens, representaram 25% de todos os acionamentos para incêndios na cidade. O major Contreiras ressalta que 99% dos incêndios são causados por ação humana, seja intencional ou acidental. Entre as causas comuns estão guimbas de cigarro, balões e fogos de artifício, além de queimadas forçadas para limpeza de terrenos.

Simone Kopezynski, presidente da Associação dos Moradores do Recreio dos Bandeirantes, menciona que a soltura de balões e o uso de fogos de artifício têm contribuído para os incêndios na região. Além disso, a queima de lixo e a invasão de áreas de preservação ambiental são problemas recorrentes. As investigações sobre queimadas criminosas são complexas, pois o fogo apaga indícios e raramente há testemunhas.

Até agora, em 2025, apenas duas investigações foram iniciadas pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). Uma delas resultou no indiciamento de três pessoas por um incêndio na Prainha, enquanto a outra, referente a um incêndio em Vargem Grande, ainda está em andamento. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente enfatiza que a prevenção é a principal estratégia, com ações de fiscalização e apoio ao trabalho do Corpo de Bombeiros.

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também promove medidas preventivas, como cursos de defesa florestal. A expansão urbana e as ocupações irregulares aumentam o risco de incêndios, especialmente em áreas de vegetação nativa. A conscientização e a união da sociedade são essenciais para enfrentar essa situação. Projetos que visem a proteção ambiental e a prevenção de incêndios podem fazer a diferença na preservação dessas áreas vulneráveis.

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