O Instituto Sacatar, em Itaparica, Bahia, é a residência artística mais antiga do Brasil, promovendo intercâmbio cultural com artistas de diversas nacionalidades. Atualmente, abriga seis residentes de países como França, Equador e Estados Unidos, refletindo sobre a rica história local. A experiência é transformadora, permitindo que artistas explorem a relação entre suas obras e a cultura baiana. Em 2026, o Sacatar oferecerá uma residência como prêmio na ArtRio, ampliando ainda mais seu impacto cultural.

A barca Dandara dos Palmares navega pela Baía de Todos os Santos em direção à Ilha de Itaparica, a 23 quilômetros de Salvador. Este trajeto é um portal que prepara os artistas que chegam ao Instituto Sacatar, a residência artística mais antiga do Brasil, fundada em dois mil. O instituto já recebeu mais de quinhentos artistas de setenta países, promovendo um intercâmbio cultural significativo. Atualmente, a residência abriga dois franceses, uma equatoriana, três americanos e um baiano, todos imersos na rica história local.
Felipe Brito, pesquisador da história de Itaparica, destaca que "não é a pessoa que escolhe a ilha, é a ilha que escolhe a pessoa". O Sacatar, situado em um casarão à beira-mar, oferece um ambiente inspirador que preserva um ritmo de vida único, onde a maré dita o cotidiano. Augusto Albuquerque, gerente administrativo do instituto, ressalta a fusão de elementos espirituais e concretos na região, criando uma atmosfera transformadora para os artistas que chegam com a mente aberta.
Artistas como a escultora francesa Elise Morin e o artista visual baiano Marcos da Matta estão explorando a relação entre suas obras e a história da ilha. Morin busca entender a exploração de óleo de baleia, enquanto da Matta investiga a invisibilidade dos trabalhadores ambulantes que cruzam a baía. Ele reflete sobre como essas figuras se conectam com a paisagem e a história local, destacando a importância de dar visibilidade a esses trabalhadores fundamentais para a economia da região.
O Sacatar realiza anualmente residências artísticas gratuitas, divididas em cinco temporadas. Cada artista recebe uma suíte, um estúdio e refeições, tudo financiado por parcerias e apoios, como o da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. O instituto prioriza o intercâmbio cultural e a experiência, sem exigir resultados finais, permitindo que os artistas explorem novas ideias e colaborações.
Felix Toro, diretor do Sacatar, enfatiza a importância de criar laços entre artistas de diferentes partes do mundo e a cultura local. Ele destaca que a Bahia é um ponto neurálgico de muitas camadas históricas e sociais, tornando a experiência no Sacatar única. O instituto não é apenas um espaço de criação, mas um local onde tradições e artes contemporâneas se encontram, promovendo discussões sobre identidade e cultura.
O Instituto Sacatar continua a ser um espaço de reflexão e criação, atraindo artistas de diversas origens. Em setembro, como parte do Ano da França no Brasil, cinco mulheres da diáspora africana se reunirão para discutir temas relevantes. A próxima ArtRio oferecerá uma residência no Sacatar como prêmio, reforçando a importância desse espaço. A união da sociedade civil pode impulsionar iniciativas que valorizem a arte e a cultura, contribuindo para a continuidade de projetos como o Sacatar.

Fleury alcança 1,8 milhão de usuários das classes C, D e E, superando meta de debêntures ESG. A empresa destaca a importância da acessibilidade à saúde e a redução de resíduos.

A exposição "Claudia Andujar e seu universo: ciência, sustentabilidade e espiritualidade" estreia no Museu do Amanhã, reunindo 130 obras da artista e 40 de outros criadores. A mostra, parte da Ocupação Esquenta COP, destaca a relação entre arte e questões ambientais, promovendo um diálogo essencial sobre mudanças climáticas.

Com o retorno de Donald Trump em 2025, políticas de diversidade enfrentam resistência, especialmente contra pessoas trans. No Brasil, empresas ainda veem a inclusão como uma estratégia valiosa e lucrativa.

Juliana Telles e Marcos, cofundadores do Impact Hub Manaus, celebram uma década de inovação social, expandindo suas iniciativas para fortalecer ecossistemas de impacto na Amazônia. O espaço se destaca como o maior da região, promovendo conexões e desenvolvimento de negócios sustentáveis.

Maiara Oliveira da Silva, baleada em operação policial no Complexo da Maré, perdeu o feto e enfrenta sequelas. O podcast "Visão de Dentro" destaca a importância da perícia e da justiça para vítimas de violência.

Donald Trump impôs uma tarifa de 50% sobre o açaí brasileiro, tornando o fruto um artigo de luxo nos EUA e ameaçando 300 mil empregos no Pará, maior produtor e exportador do Brasil. A medida pode agravar desigualdades sociais e comprometer a sustentabilidade econômica das comunidades amazônicas.