Janez Potocnik ressalta a urgência da economia circular e a desmaterialização como soluções para as mudanças climáticas, destacando o papel do Brasil na COP30. A economia deve servir ao ser humano, não o contrário.

As discussões sobre mudanças climáticas têm se concentrado na pegada de carbono e na transição energética, mas é crucial incluir a desmaterialização da economia e a pegada de materiais, que se refere ao consumo de recursos naturais na produção de bens e serviços. Janez Potocnik, economista esloveno e copresidente do Painel Internacional de Recursos da ONU, destaca que o Brasil, como anfitrião da COP30, possui uma oportunidade significativa para liderar essa agenda.
Potocnik argumenta que a economia circular, que promove a circulação de materiais e reduz a extração de novos recursos, é essencial para enfrentar a crise do lixo e as emissões de gases de efeito estufa. Atualmente, a extração global de materiais aumentou de trinta bilhões de toneladas em mil novecentos e setenta para mais de cento e seis bilhões de toneladas em dois mil e vinte e quatro, refletindo um uso médio de treze vírgula dois toneladas de materiais por pessoa anualmente.
Ele alerta que a pegada de materiais é frequentemente negligenciada nas discussões sobre sustentabilidade. A alta demanda por recursos, especialmente em países de alta renda, contribui significativamente para as mudanças climáticas. Potocnik enfatiza que a economia circular pode reconciliar as necessidades econômicas e ambientais, promovendo um uso mais eficiente dos recursos.
O economista também menciona que a transição energética, embora importante, não é suficiente por si só. É necessário questionar como a energia é utilizada e se os padrões de produção e consumo são sustentáveis. Ele sugere que a introdução de modelos de negócios baseados em serviços pode ajudar a atender às necessidades humanas sem depender da posse de bens materiais.
Potocnik observa que a regulamentação é fundamental para o desenvolvimento da economia circular. Se a extração de matérias-primas virgens continuar a ser mais econômica do que a reciclagem, a transição para uma economia circular será difícil. Ele acredita que o Brasil, ao sediar a COP30, pode impulsionar essa mudança, mostrando que a circularidade não é uma barreira, mas uma oportunidade para os setores industriais e empresariais.
Neste contexto, a união da sociedade civil é vital para promover iniciativas que visem a sustentabilidade e a economia circular. Projetos que incentivem a redução do desperdício e a reutilização de recursos podem fazer uma diferença significativa na luta contra as mudanças climáticas e na preservação do meio ambiente.

A Sabesp avança na coleta e tratamento de esgotos com contratos de água de reuso, incluindo um com o complexo do Anhembi, enquanto a Grande São Paulo utiliza apenas 1% da água recuperada.

A caminhada noturna na trilha da Pedra Grande, no Parque Estadual da Cantareira, oferece uma experiência única de conexão com a natureza em São Paulo. O evento mensal, que inicia ao entardecer, permite aos participantes apreciar o pôr do sol e a transição da floresta para a noite, com guias especializados. O percurso de oito quilômetros, de dificuldade média, é acessível a pessoas com preparo físico moderado e custa a partir de R$ 75. Além da trilha, os visitantes têm acesso ao Museu Florestal Octávio Vecchi, ampliando a experiência.

O desmatamento na Mata Atlântica caiu 14% em 2024, mas ainda é considerado elevado. A agricultura e desastres naturais, como a tempestade no Rio Grande do Sul, foram os principais responsáveis pela destruição. O governo lançou um plano até 2027 para combater o desmate.

O Brasil solicita que países apresentem suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) até 25 de setembro, visando a COP30 em Belém, onde a Amazônia será central nas negociações climáticas.

O Ministério da Justiça solicitou R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para combater queimadas no Cerrado e Pantanal, ampliando o uso do fundo além da Amazônia. O Projeto Manejo Integrado do Fogo visa reforçar a estrutura dos Corpos de Bombeiros.

Cacique e vice-cacique da Terra Indígena Mangueirinhas foram presos por suspeita de desmatamento ilegal, em meio a uma crise ambiental que já devastou quase toda a floresta de araucárias da região.