A partir de 5 de agosto, inicia a liberação de água do Rio São Francisco para o Rio Grande do Norte, com um total de 46,3 milhões de m³ em 132 dias, beneficiando o semiárido. O ministro Waldez Góes destaca a importância dessa ação para a segurança hídrica da região.

As manobras para a liberação de água do Rio São Francisco para o estado do Rio Grande do Norte começam oficialmente no dia cinco de agosto. O percurso até o território potiguar é de aproximadamente 412 quilômetros e está previsto para durar 132 dias, com um volume total de 46,3 milhões de metros cúbicos de água. A operação é parte do Programa de Integração do Rio São Francisco (PISF), que busca enfrentar os desafios hídricos da região semiárida.
A água será captada na Estação de Bombeamento EBI-1, localizada em Cabrobó, Pernambuco, e seguirá para a Estação de Controle Caiçara, na Paraíba, com uma vazão inicial de dez mil litros por segundo. Após essa etapa, a água percorrerá mais 21 quilômetros até o Túnel Engenheiro Avidos, que começará a liberar água no dia seis de agosto, com uma vazão total de 12,5 m³/s, sendo dez m³/s destinados ao Rio Grande do Norte.
O trajeto continuará até o Túnel São Gonçalo, em Sousa, na Paraíba, com previsão de chegada no dia oito de agosto. A divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte será alcançada entre os dias dezoito e vinte e dois de agosto, com uma vazão combinada de 13,0 m³/s, sendo oito m³/s do Projeto de Integração e cinco m³/s da vazão natural do rio Piranhas-Açu.
Essa água será utilizada para abastecer as barragens de Oiticica, em Jucurutu, e Armando Ribeiro Gonçalves, o maior reservatório do estado, que está localizado na bacia hidrográfica do rio Piranhas-Açu, abrangendo os municípios de Itajá, São Rafael e Jucurutu. Durante o mês de agosto, a operação será considerada um período de testes, permitindo ajustes conforme o comportamento do sistema hídrico.
A liberação das águas é parte de um conjunto de ações coordenadas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para aumentar o acesso à água no semiárido, beneficiando milhares de famílias potiguares. O ministro Waldez Góes destacou a importância dessa liberação, afirmando que representa um avanço na segurança hídrica da população nordestina.
Essa iniciativa não apenas visa atender às necessidades básicas de consumo humano e agricultura, mas também reforça a importância da união da sociedade civil em apoiar projetos que garantam o acesso à água. A mobilização em torno de ações como essa pode fazer a diferença na vida de muitos que enfrentam a escassez hídrica.
O Ibama realizou o 1º Seminário de Fiscalização Ambiental de Comércio Exterior em Porto Alegre, reunindo diversas instituições para discutir diretrizes de fiscalização e combate ao tráfico de animais. O evento abordou a fiscalização de substâncias perigosas e a proteção de espécies ameaçadas, resultando em avanços nas normatizações ambientais.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a emergência em Assunção, Paraíba, devido à estiagem, permitindo acesso a recursos federais para ações de defesa civil. A cidade se junta a 116 reconhecimentos na Paraíba, a maioria por seca.

Cerca de 400 famílias do MST ocuparam a Usina São José, em protesto contra crime ambiental que matou mais de 235.000 peixes e exigem reforma agrária para agroecologia.

Cristian Morales, da OPAS/OMS, destacou na Conferência Global sobre Clima e Saúde em Brasília os riscos da crise climática à saúde, com 44 milhões na América Latina ameaçados pela pobreza extrema. O Brasil anunciou o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima do Setor Saúde e o Programa Brasil Saudável.

Operação do Ibama, Polícia Federal e ICMBio apreende redes e petrechos de pesca ilegais entre Passo de Torres e Jaguaruna, destacando o compromisso com a conservação ambiental no litoral de Santa Catarina.

O Cade suspendeu a moratória que proibia a compra de soja de terras desmatadas na Amazônia, gerando críticas de ONGs e apoio do agronegócio. A decisão pode aumentar o desmatamento antes da COP30.