Estudo revela que em 2024, quatro bilhões de pessoas enfrentaram um mês extra de calor extremo, evidenciando os impactos das mudanças climáticas e a urgência de eliminar combustíveis fósseis.

Um estudo recente revelou que metade da população mundial enfrentou um mês adicional de calor extremo em 2024, afetando cerca de quatro bilhões de pessoas. A pesquisa, publicada na sexta-feira, destaca os impactos das mudanças climáticas causadas pela atividade humana, especialmente a queima de combustíveis fósseis, que prejudica a saúde e o bem-estar global, com efeitos mais severos em países em desenvolvimento.
A climatóloga Friederike Otto, do Imperial College de Londres e coautora do relatório, afirmou que "com cada barril de petróleo queimado, cada tonelada de dióxido de carbono liberada e cada fração de grau de aquecimento, as ondas de calor afetarão mais pessoas". O estudo foi realizado pelo grupo World Weather Attribution, em parceria com a ONG Climate Central e o Centro Climático da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.
Os pesquisadores analisaram dados entre 1º de maio de 2024 e 1º de maio de 2025, definindo "dias de calor extremo" como aqueles em que as temperaturas superaram 90% das registradas entre 1991 e 2020. Os resultados mostraram que aproximadamente 4 bilhões de pessoas experimentaram pelo menos 30 dias adicionais de calor extremo, com um total de 67 episódios de temperaturas extremas identificados.
A ilha caribenha de Aruba foi a mais afetada, registrando 187 dias de calor extremo, 45 a mais do que o esperado em um cenário sem aquecimento global. O estudo foi publicado após um ano de temperaturas globais recordes, com 2024 sendo o ano mais quente já registrado e janeiro de 2025 apresentando o janeiro mais quente.
Além dos dados alarmantes, o relatório também destacou a falta de informações sobre o impacto do calor na saúde em regiões de baixa renda. Embora a Europa tenha registrado mais de 61 mil mortes relacionadas ao calor no verão de 2022, dados semelhantes são escassos em outras partes do mundo. Os autores do estudo enfatizaram a importância de sistemas de alerta precoce, educação pública e planos de ação adaptados às cidades.
Os pesquisadores alertaram que a adaptação sozinha não será suficiente para enfrentar a crescente gravidade e frequência do calor extremo. A única solução viável é a eliminação rápida e progressiva dos combustíveis fósseis. Em situações como essa, a união da sociedade civil pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que visem mitigar os efeitos das mudanças climáticas e proteger os mais vulneráveis.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo, o Metrô, firmou parceria para utilizar energia renovável a partir de 2027, prevendo economia de R$ 12 milhões anuais, e planeja expandir suas linhas em 20 quilômetros até 2028.

Estudo da Unesp revela que a caatinga capturou quase 50% do carbono no Brasil entre 2015 e 2022, superando outros biomas, destacando a importância da precipitação para a fotossíntese. A pesquisa, publicada na revista Science of the Total Environment, mostra que a caatinga, apesar de ocupar apenas 10% do território nacional, tem um papel crucial na remoção de carbono, especialmente em anos de chuvas abundantes.

O colapso do lixão Ouro Verde em Goiás contaminou rios e resultou em multas de R$ 37,5 milhões à empresa responsável. A água de mananciais está proibida para uso, afetando comunidades locais.

A organização A Vida no Cerrado (Avinc) promove a valorização e preservação do Cerrado, com foco em educação socioambiental e políticas públicas. Fundada durante a pandemia, a Avinc já conta com 46 voluntários e conquistou a inclusão da Semana do Cerrado no calendário escolar, visando conscientizar sobre a importância desse bioma.

Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional cria Comitê de Resiliência Climática. A iniciativa visa articular ações para enfrentar a crise climática e proteger populações vulneráveis.
O Ibama promoveu um workshop sobre geotecnologias para recuperação ambiental, reunindo especialistas e resultando na criação de um instrumento normativo para uso de drones. A iniciativa visa aprimorar a governança e eficácia nas ações de recuperação.