O Ministério da Educação regulamentou a educação a distância no ensino superior, exigindo formação avançada para docentes e atividades presenciais obrigatórias. Instituições têm dois anos para se adaptar.

O Ministério da Educação publicou, em 14 de julho de 2025, uma portaria que regulamenta a oferta de educação a distância no ensino superior. O documento, divulgado no Diário Oficial da União, estabelece requisitos para a formação acadêmica e as atribuições dos profissionais envolvidos nos cursos a distância. O corpo docente deve ter formação em pós-graduação, preferencialmente em mestrado ou doutorado, e atuar em áreas correlatas às suas formações, conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais.
A portaria define atribuições específicas para diferentes cargos. O coordenador de curso deve supervisionar os processos de ensino e aprendizagem, enquanto o professor regente é responsável por conduzir a unidade curricular e interagir com os alunos por meio de plataformas digitais. Os professores conteudistas devem elaborar materiais didáticos e validar conteúdos, e os mediadores pedagógicos, que devem ter graduação em áreas correlatas, atuam sob supervisão do professor regente, esclarecendo dúvidas dos alunos e facilitando a interação entre docentes e discentes.
Outra determinação importante é que a composição do corpo docente e dos mediadores deve ser proporcional ao número de alunos vinculados ao polo de educação a distância. As atividades síncronas devem ser realizadas com grupos de no máximo setenta estudantes por docente ou mediador. Além disso, as atividades formativas presenciais devem ocorrer em locais como a sede da instituição, polos de educação a distância ou ambientes profissionais, e devem ter duração mínima de dez semanas, com pelo menos uma avaliação presencial obrigatória.
As instituições de ensino têm um prazo de dois anos para se adequar às novas regras, a partir da publicação do decreto. No entanto, os pedidos de autorização e a criação de novos cursos já devem seguir as diretrizes estabelecidas. O decreto proíbe a oferta de graduação a distância em cursos de licenciatura e nas áreas de Direito, Medicina, Enfermagem, Odontologia e Psicologia, que devem ser realizados exclusivamente de forma presencial.
Com essas novas diretrizes, a política do governo visa garantir a qualidade do ensino a distância, estabelecendo que os cursos de graduação a distância devem oferecer, obrigatoriamente, dez por cento da carga horária em atividades presenciais. Essa mudança representa um passo significativo na regulamentação da educação a distância, buscando assegurar que os alunos tenham uma formação sólida e de qualidade.
Nessa nova realidade, é fundamental que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a educação de qualidade. Projetos que visam melhorar a formação de docentes e a infraestrutura das instituições de ensino podem fazer a diferença na vida de muitos estudantes. A união em torno dessas causas pode transformar a educação e garantir oportunidades para todos.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) abre inscrições até 8 de setembro para a chamada Aliança Educacional, que financiará até R$ 2 milhões em projetos inovadores na educação. Startups de base tecnológica podem se inscrever para desenvolver soluções que melhorem a formação profissional, com foco em tecnologias educacionais. Até oito projetos serão selecionados, cada um recebendo até R$ 250 mil, com a condição de serem aplicados em escolas do Senai.

Em 2024, as três melhores escolas do Enem no Ceará são particulares, com notas acima de 720, enquanto a primeira pública está em 12º lugar. Especialistas alertam sobre a influência socioeconômica nos resultados.

A Escola de Educação Infantil Alziro Zarur, da Legião da Boa Vontade, lançou o Projeto Leitura, promovendo a leitura conjunta entre crianças e famílias, em resposta à queda no interesse por livros no Brasil. A iniciativa, que inclui diários de bordo e celebrações, visa estimular a criatividade e o amor pela leitura.

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou ao Conselho Nacional de Educação (CNE) um plano para repor aulas perdidas por violência em até 120 dias, visando garantir a qualidade do ensino. A proposta inclui diretrizes para compensação e monitoramento da implementação.

CEEDV destaca no Dia Mundial do Livro a produção de materiais acessíveis. O Centro de Apoio Pedagógico transforma a leitura para alunos com deficiência visual, garantindo inclusão e qualidade no aprendizado.

Estudantes como Savana Carvalho e Livia Loback utilizam redes sociais para compartilhar rotinas de estudo e acessar materiais, enquanto a professora Laura Rocha busca desmistificar o vestibular para alunos vulneráveis.