O Ministério da Saúde apresentou uma minuta para atualizar a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas, enfatizando a valorização das medicinas tradicionais e a adaptação às novas realidades demográficas e climáticas. A revisão, que envolve a participação de diversas entidades, busca fortalecer a saúde indígena e garantir dignidade nos territórios.

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), apresentou, em Brasília, a minuta de revisão da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI). O evento ocorreu durante uma audiência pública e contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). A proposta foi elaborada com a contribuição de diversas instituições e organizações, incluindo a realização de cinco Seminários Regionais de Saúde Indígena.
Na abertura do evento, o ministro Padilha recordou a criação da PNASPI na década de 1990, destacando a importância da Lei Arouca, que instituiu um subsistema de saúde para indígenas dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele enfatizou que a atualização da política é necessária devido a mudanças significativas, como o aumento da população idosa indígena e os impactos das mudanças climáticas na saúde dessas comunidades.
O secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, ressaltou a relevância do momento para a saúde indígena e a construção coletiva da nova PNASPI. Ele afirmou que a política de saúde indígena representa a presença do Estado em muitos territórios e que é fundamental garantir sua eficácia e dignidade. A proposta de revisão inclui a valorização das medicinas indígenas e práticas ancestrais como tratamentos reconhecidos.
O documento apresentado pela SESAI possui trinta e duas páginas e detalha as principais mudanças na estrutura e nos objetivos da política. O processo de reformulação da PNASPI é dividido em cinco etapas, começando pela deliberação do Ministério da Saúde sobre a necessidade de revisão, seguida pela criação do Grupo de Trabalho (GT) PNASPI e a realização de seminários regionais.
Após a conclusão da segunda fase, a próxima etapa envolverá a pactuação com órgãos externos, como o Ministério Público Federal (MPF), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). A participação social é um aspecto central na construção da nova política, que busca atender às demandas atuais e futuras das comunidades indígenas.
Essa atualização da PNASPI representa uma oportunidade para fortalecer a saúde indígena e garantir que as necessidades das comunidades sejam atendidas de forma eficaz. A mobilização da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar dos povos indígenas, contribuindo para a dignidade e a qualidade de vida dessas populações.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu o polo do Noroeste do Paraná, totalizando 18 polos de Agricultura Irrigada no Brasil, beneficiando diversos produtores rurais. A diretora Larissa Rêgo destacou a importância da proximidade com os agricultores para entender suas dificuldades e promover uma política pública que alavanque a produção sustentável de alimentos.
O Hospital da Região Leste (HRL) agora conta com suporte do Hospital Israelita Albert Einstein por meio do programa Telescope II, que utiliza videoconferência para aprimorar a UTI até 2026. A iniciativa envolve 25 hospitais do SUS e visa melhorar indicadores de saúde, como a redução da mortalidade e do tempo de internação. A superintendente Maria de Lourdes Castelo Branco destaca a importância da troca de experiências e a revitalização do espaço físico da UTI para oferecer assistência de alta complexidade.

Levantamento da Umane revela que 1,6 milhão de internações no SUS em 2024 poderiam ser evitadas com melhor atenção primária à saúde, destacando a urgência de fortalecer a prevenção, especialmente para idosos.

Lisandra Uwaireudo, mulher trans bororo, foi acolhida em rituais femininos, simbolizando a crescente aceitação de identidades de gênero na comunidade. Majur Harachell Traytowu se destacou como a primeira cacica trans do Brasil, enquanto Kiga Bóe fundou um coletivo LGBTQIA+ indígena.

O Programa Água Doce, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, utiliza tecnologias de dessalinização para garantir água potável no semiárido brasileiro, transformando vidas e promovendo cidadania. A iniciativa visa resolver o problema do acesso à água de qualidade, como relatado por um gestor no Ceará, que agora ajuda sua comunidade a ter água. O podcast “Desenvolve Aí” traz mais detalhes sobre essa política pública.

Felca, youtuber com mais de 4 milhões de inscritos, viralizou com o vídeo “adultização”, denunciando a exploração de crianças por influenciadores e recebendo apoio da deputada Erika Hilton. O vídeo, que alcançou 5 milhões de visualizações em um dia, expõe práticas abusivas e gera discussões sobre a segurança infantil nas redes sociais. Felca, que já enfrentou acusações infundadas, processou mais de 200 perfis por difamação.