Meio Ambiente

Moradores e ambientalistas se mobilizam contra urbanização que ameaça recuperação do Córrego dos Colibris

Um projeto de urbanização na Avenida Boa Vista em Itaipu gera preocupação entre moradores e ambientalistas, pois pode ameaçar áreas reflorestadas do Córrego dos Colibris. O Coletivo Córregos da Tiririca pede que a via mantenha largura e sentido únicos, como na margem oposta, para preservar a vegetação ciliar e evitar erosões. Desde 2018, o grupo recuperou 600 metros da margem esquerda, utilizando técnicas agroflorestais e mobilizando mais de 120 voluntários. A prefeitura ainda analisa o projeto e promete diálogo com a comunidade.

Atualizado em
July 30, 2025
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Cartazes em defesa do córrego foram colocados na margem ciliar — Foto: Divulgação

Uma obra de urbanização na Avenida Boa Vista, em Itaipu, tem gerado preocupações entre moradores e ambientalistas. O projeto municipal, que inclui a pavimentação de um novo trecho da via, pode ameaçar áreas que foram reflorestadas ao longo do Córrego dos Colibris. O Coletivo Córregos da Tiririca expressou sua apreensão, alegando que a proposta prevê uma pista mais larga do que a existente na margem oposta, colocando em risco as áreas recuperadas.

Os moradores solicitam que a intervenção siga o mesmo padrão da margem direita, com uma via de no máximo quatro metros de largura e sentido único. Essa configuração, segundo o coletivo, garantiria a fluidez do tráfego e permitiria a expansão da vegetação ciliar, essencial para proteger o leito do córrego e mitigar os efeitos das chuvas intensas, que têm se tornado mais frequentes devido a eventos climáticos extremos.

Desde dois mil e dezoito, o coletivo tem trabalhado na recuperação da vegetação ciliar, tendo recuperado cerca de seiscentos metros da margem esquerda do córrego. O trabalho é realizado por meio de mutirões voluntários, que utilizam técnicas agroflorestais e envolvem mais de cento e vinte participantes. Ronaldo Fernando, integrante do coletivo, destacou que, no início, a área estava tomada por mato e sofria com erosões causadas por intervenções anteriores.

Com o reflorestamento, o coletivo conseguiu restaurar a função ecológica da mata ciliar, protegendo as margens e evitando novas intervenções com máquinas pesadas. A proposta de manter a Avenida Boa Vista como mão única é baseada no que já foi implementado pela prefeitura do outro lado do córrego, também em Boa Vista.

A prefeitura, por sua vez, informou que o projeto de urbanização da Avenida Boa Vista ainda está em análise pela Empresa Municipal de Infraestrutura e Obras (ION) e será apresentado à comunidade após sua finalização. Em nota, o município ressaltou que todas as obras são precedidas de diálogo com moradores, técnicos e ambientalistas, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade.

O governo municipal destacou que a cidade é uma das que mais implementam políticas públicas ambientais no estado, com cinquenta e seis por cento de seu território sob proteção. Em situações como essa, a união da comunidade pode ser fundamental para garantir a preservação ambiental e a continuidade de projetos que beneficiam a região.

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