Nova diretriz reconhece a obesidade como doença crônica e recomenda avaliação de risco cardiovascular para todos os pacientes com sobrepeso e obesidade, visando um tratamento mais eficaz. Especialistas destacam a importância de tratar a obesidade como uma condição que afeta diretamente a saúde cardiovascular e outros órgãos.

Uma nova diretriz sobre obesidade e doenças cardiovasculares foi apresentada em Belo Horizonte, reconhecendo a obesidade como uma doença crônica. O documento, que reúne trinta e quatro recomendações, foi elaborado por cinco sociedades médicas e recomenda que todos os pacientes adultos com sobrepeso e obesidade realizem uma avaliação do risco cardiovascular. Essa mudança de paradigma visa melhorar o tratamento e a abordagem clínica desses pacientes, que muitas vezes são vistos apenas como portadores de um fator de risco.
A endocrinologista Cynthia Melissa Valério, diretora da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), destacou que a obesidade impacta diretamente a trajetória de diversas doenças, sendo fundamental tratá-la como uma condição própria. A nova diretriz foi apresentada durante o Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica (CBOSM 2025) e será publicada na íntegra no segundo semestre de 2025.
O documento propõe o uso da ferramenta PREVENT (Predicting Risk of Cardiovascular Disease Events), desenvolvida pela Associação Americana do Coração (AHA), para calcular o risco de doenças cardiovasculares em dez anos. Essa ferramenta considera diferentes etnias e faixas etárias, além de incluir, pela primeira vez, o índice de massa corporal (IMC) e a hemoglobina glicada.
Os especialistas envolvidos na elaboração da diretriz consideram que este é um marco histórico, especialmente em um momento em que novas drogas antiobesidade, como a semaglutida e a tizerpatida, estão sendo introduzidas no mercado. Estudos já demonstraram que o Wegovy, por exemplo, pode reduzir o risco de eventos cardiovasculares graves, mesmo em pacientes que não apresentam perda de peso significativa.
A cardiologista Fabiana Hanna Rached, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), ressaltou que a abordagem anterior, que não considerava a obesidade como uma condição a ser tratada, está mudando. Agora, os médicos têm à disposição opções de tratamento que não apenas visam a perda de peso, mas também a redução de riscos cardiovasculares.
Com o reconhecimento da obesidade como uma doença crônica, a diretriz enfatiza a importância de tratar todos os pacientes, independentemente do nível de risco cardiovascular. Essa nova perspectiva pode inspirar iniciativas que promovam o cuidado e a saúde de pessoas afetadas pela obesidade, mostrando que a união da sociedade pode fazer a diferença na vida de muitos.

No Dia do Hospital, Anis Ghattás Mitri Filho ressalta a urgência de políticas públicas robustas e diálogo entre gestores e sociedade para fortalecer os hospitais brasileiros, que enfrentam subfinanciamento e sobrecarga.

A Câmara dos Deputados regulamenta as funções de Agente Indígena de Saúde e Saneamento. A proposta aprovada exige que os profissionais sejam indígenas, residentes na comunidade, e tenham formação específica. O prazo para adequação às novas regras foi ampliado para quatro anos, visando facilitar o acesso à saúde nas comunidades. A contratação seguirá as normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo Senado.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal lançou um edital para credenciamento de cirurgias gerais, com mais de 2,8 mil vagas para procedimentos essenciais. A iniciativa visa atender pacientes da rede pública e evitar complicações de saúde. Além disso, novos editais para outras especialidades médicas foram divulgados, beneficiando aqueles que necessitam de intervenções como catarata e hérnias.
O Carro da Vacina esteve no bairro Capão Comprido, aplicando vacinas, incluindo a gripe, e superou cinquenta doses administradas, reforçando a imunização na região. A iniciativa da Secretaria de Saúde (SES-DF) visa facilitar o acesso à vacinação, especialmente em áreas vulneráveis. Moradores destacam a importância da ação, que já foi replicada em diversas localidades do DF desde sua inauguração em janeiro de 2022.

O governo federal relançou o programa "Agora Tem Especialistas" para reduzir a fila por médicos especialistas no SUS, utilizando dívidas de hospitais como pagamento por atendimentos. A iniciativa, que visa aumentar o acesso a serviços de saúde, foi assinada pelo presidente Lula e busca atender áreas críticas como oncologia e cardiologia.

O governo federal anunciou um investimento de R$ 99,1 milhões anuais para o SUS na Bahia, além de R$ 485,4 mil para o terceiro turno na Policlínica de Juazeiro e cinco Unidades Odontológicas Móveis. Essas ações visam melhorar o atendimento especializado e reduzir o tempo de espera por serviços de saúde na região.