A onça-pintada Ruana foi transferida de avião para o Zoológico de São Paulo, onde se preparará para um programa de conservação com o macho Raimundinho, visando a preservação da espécie ameaçada. A ação é parte do Plano de Ação Nacional do ICMBio, com apoio do Ministério do Meio Ambiente e da AZAB.

Uma onça-pintada fêmea, chamada Ruana, foi transferida na última sexta-feira, 16, de sua casa no BioParque Vale Amazônia, no sudeste do Pará, para o Zoológico de São Paulo. Com apenas três anos, Ruana faz parte de um programa de conservação da espécie ameaçada de extinção. A viagem, realizada de avião, durou quatro horas e foi uma alternativa ao estressante deslocamento terrestre que levaria pelo menos dois dias.
A transferência de Ruana é uma ação do programa Avião Solidário, da companhia aérea Latam, que há treze anos transporta gratuitamente animais silvestres em parceria com instituições de preservação. O veterinário Nereston de Camargo, do BioParque Vale Amazônia, destacou a importância de oferecer uma nova chance a filhotes que sofreram com maus-tratos e tráfico de animais silvestres.
O transporte de Ruana está alinhado ao Plano de Ação Nacional para a Conservação da Espécie, uma iniciativa do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio do Ministério do Meio Ambiente e da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB). O objetivo é garantir a diversidade genética e o manejo responsável de espécies ameaçadas fora do seu habitat natural, uma estratégia conhecida como conservação ex situ.
Após a chegada ao zoológico, Ruana passará por um período de adaptação e quarentena, sob a supervisão de biólogos e veterinários. Somente após essa fase será iniciado um cuidadoso processo de socialização com o macho Raimundinho, que será seu parceiro reprodutivo. A gestação da onça-pintada dura entre noventa e cento e dez dias, e na natureza, os filhotes permanecem com a mãe por até dois anos.
Ruana cresceu ao lado de sua mãe, Marília, que foi resgatada do tráfico ilegal, e de seu irmão Rudá, que também já foi transferido para uma instituição em São Paulo. Essas movimentações fazem parte de uma estratégia nacional para preservar a onça-pintada, um símbolo da fauna brasileira que enfrenta sérios riscos de extinção. A reprodução em cativeiro é uma das principais ferramentas nesse esforço de conservação.
Iniciativas como a transferência de Ruana são fundamentais para a preservação da biodiversidade. A união da sociedade civil pode ser decisiva para apoiar projetos que visam a proteção e recuperação de espécies ameaçadas, garantindo um futuro mais seguro para a fauna brasileira.

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