Impacto Social

Parques naturalizados transformam espaços urbanos em áreas de lazer criativas e acessíveis para crianças

Parques naturalizados estão em ascensão, promovendo interação com a natureza e lazer infantil. Fortaleza é referência com microparques premiados, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro buscam democratizar espaços verdes.

Atualizado em
July 30, 2025
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Brincadeira com água em espaço naturalizado, no subúrbio do Rio — Foto: Gabriel de Paiva/ Agência O Globo

Os parques naturalizados estão se tornando cada vez mais populares como espaços de lazer e convivência, especialmente para crianças. Esses locais utilizam elementos naturais, como tocos de madeira e cursos d'água, para criar ambientes lúdicos que incentivam a interação com a natureza. Em São Paulo, a Praça Honório Sabino exemplifica essa tendência, oferecendo um espaço que promove o brincar livre e a convivência comunitária.

Fortaleza se destaca com seu projeto de microparques urbanos, que transformam áreas degradadas em espaços verdes acessíveis. Com treze microparques em funcionamento, a cidade já beneficiou cerca de 140 mil moradores. A participação da população no planejamento e na conservação desses espaços é fundamental para o sucesso do projeto, que já recebeu prêmios internacionais.

Além do Brasil, parques em outros países também têm se destacado. O Diana Memorial Playground, em Londres, é um exemplo de como a história pode ser incorporada ao lazer, com um navio pirata de madeira como atração central. Em Jerusalém, o Sacher Park oferece brinquedos com texturas diversas, enquanto o Jardim das Brincadeiras, no Sesc Interlagos, em São Paulo, revitaliza um antigo pomar com materiais orgânicos.

A acessibilidade nos espaços verdes é uma questão crucial, conforme aponta a professora Adriana Sansão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A regra do 3-30-300 sugere que todos devem ter acesso a três árvores visíveis de casa, 30% de cobertura arbórea no bairro e estar a até 300 metros de um espaço verde. Exemplos como o Parque Bicentenario de la Infancia, em Santiago, e os parques de Madureira e Realengo, no Rio de Janeiro, demonstram a importância de áreas arborizadas e bem cuidadas.

O arquiteto Klaus Chaves Alberto ressalta que as parcerias público-privadas (PPPs) devem ser orientadas por diretrizes que garantam o acesso a todos, evitando a concentração de recursos em áreas mais ricas. Ele destaca que, por lei, pelo menos 5% dos equipamentos de lazer devem ser acessíveis, mas essa meta ainda não foi alcançada em muitos locais.

Esses projetos de parques naturalizados e espaços verdes acessíveis são essenciais para a qualidade de vida nas cidades. A sociedade civil pode desempenhar um papel importante na promoção e no apoio a iniciativas que visem a criação e a manutenção desses espaços, garantindo que todos tenham acesso a áreas de lazer e convivência saudáveis.

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