A população em áreas precárias na Região Metropolitana de São Paulo chega a 3,28 milhões, superando dados do IBGE. A pesquisa revela desigualdades persistentes e um crescimento populacional nas favelas acima da média.

A população em áreas precárias da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é estimada em 3,28 milhões de pessoas, distribuídas em 1,12 milhão de domicílios. A pesquisa, realizada por Eduardo Marques, diretor do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e professor da Universidade de São Paulo (USP), revela um aumento em relação aos 2,9 milhões de habitantes identificados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa discrepância indica uma lenta convergência entre as estimativas.
As áreas precárias incluem favelas e loteamentos irregulares, e o estudo destaca a persistência de desigualdades significativas. Os rendimentos médios nas áreas não precárias chegam a quase R$ 5.000, enquanto nas áreas precárias, a média é de cerca de R$ 1.700. Os municípios com maior concentração de população nessas áreas são São Paulo, Guarulhos, São Bernardo, Mauá, Osasco, Itaquaquecetuba, Santo André e Diadema.
O estudo também aponta uma continuidade do processo de favelização, com uma taxa de crescimento populacional nas áreas precárias de 0,86% ao ano, superior à média de 0,74% na RMSP. Além disso, a taxa de crescimento do número de domicílios é maior que a da população, indicando um desadensamento domiciliar, ou seja, uma redução do número de habitantes por residência.
A metodologia utilizada foi desenvolvida pelo CEM em pesquisas anteriores e incluiu análises estatísticas e geoprocessamento. Apesar de fornecer um nível de detalhamento, a pesquisa não consegue estimar números específicos para assentamentos, mas sim para escalas agregadas. As condições de vida nas áreas precárias permanecem piores em comparação ao restante da metrópole, refletindo intensas desigualdades.
Marques observa que as áreas precárias abrigam uma população mais jovem e com maior taxa de analfabetismo. A pesquisa categoriza essas áreas em quatro grupos, com base em critérios como densidade habitacional e acesso a serviços. O Grupo 1, por exemplo, abrange áreas de expansão com serviços limitados, enquanto o Grupo 4 inclui áreas superdensas e consolidadas.
A heterogeneidade das áreas precárias é notável, variando em densidade populacional e acesso a infraestrutura. Essa diversidade está relacionada à estrutura física dos assentamentos e ao acesso a serviços, e não necessariamente às características sociais dos moradores. Em um contexto de desigualdade, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que melhorem as condições de vida nessas comunidades.

Jesuíta Barbosa retorna ao teatro com a peça "Sonho Elétrico", após seis anos, em parceria com a Companhia Brasileira de Teatro e o neurocientista Sidarta Ribeiro, abordando crises sociais e ambientais. O espetáculo, que explora sonhos e memórias, destaca a importância da arte como resistência e renovação em tempos difíceis.

Campanha de doação voluntária busca apoiar pessoas afetadas emocional e financeiramente pelo consumo excessivo de Bebês Reborn, bonecas hiper-realistas que podem gerar dependência emocional.

A cardiologista Ludhmila Hajjar, com 23 anos de carreira, lidera iniciativas sobre política de drogas e inteligência artificial na saúde. Seu trabalho visa transformar a assistência médica e promover justiça social.

O evento "Samba do Passeio" revitaliza o Passeio Público, atraindo famílias e turistas com música e segurança, após anos de abandono e insegurança no local histórico do Rio de Janeiro. A Prefeitura busca transformar o espaço em um ponto de lazer seguro e atrativo.

O Ministério Público de São Paulo cobra explicações da Prefeitura sobre a falta de manutenção do terreno onde Bruna Oliveira da Silva foi encontrada morta, enquanto a deputada Luciene Cavalcante pede a construção urgente de um equipamento de saúde.

O governo brasileiro, por meio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou a ampliação do Hospital Especializado Octávio Mangabeira em Salvador, aumentando sua capacidade para 160 leitos e entregou 167 novas ambulâncias para o SAMU 192. A modernização do hospital, com investimento de R$ 56 milhões, visa reduzir filas no SUS e oferecer atendimento especializado, alinhando-se ao programa "Agora Tem Especialistas". A entrega das ambulâncias, que beneficiará 138 municípios, integra o Novo PAC Seleções e representa um avanço significativo na assistência de urgência no país.