A Secretaria de Saúde do Distrito Federal lançou o projeto “AVC no Quadrado” para melhorar o atendimento a vítimas de Acidente Vascular Cerebral, expandindo técnicas de tratamento em mais hospitais. A iniciativa visa reduzir a mortalidade e sequelas, integrando serviços de saúde e promovendo a telemedicina.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) anunciou, em 29 de maio, o lançamento do projeto “AVC no Quadrado”. A iniciativa visa ampliar o atendimento a vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e introduzir técnicas avançadas de tratamento. O objetivo é reduzir tanto a mortalidade quanto as sequelas associadas a essa condição, que afeta uma pessoa a cada sete minutos no Brasil.
Com o projeto, a trombólise endovenosa, que atualmente é realizada apenas no Hospital de Base, será disponibilizada também nos Hospitais Regionais do Gama e de Sobradinho. Este procedimento tem mostrado resultados positivos, com trinta e dois por cento dos pacientes apresentando melhora clínica e treze por cento se recuperando sem sequelas. A técnica consiste na administração de medicamentos que dissolvem coágulos sanguíneos, restaurando a circulação cerebral.
Além disso, o Hospital de Base, que já oferece trombólise intravenosa em regime de 24 horas, passará a realizar trombectomia mecânica. Essa técnica, de alta complexidade, permite o tratamento até 24 horas após o AVC, aumentando as chances de recuperação dos pacientes. O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, destacou a importância do projeto, afirmando que ele representa um compromisso com a entrega de valor à população.
A iniciativa envolve a colaboração entre a gestão central da SES-DF, as diretorias dos hospitais, o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Durante o evento de lançamento, Vítor Paulo Júnior, um paciente que se recuperou de um AVC, enfatizou a importância do atendimento rápido para evitar complicações maiores.
A secretária-adjunta de Assistência à Saúde da SES-DF, Edna Maria Marques, ressaltou os avanços no tratamento de doenças cardíacas e a intenção de expandir o projeto para todos os hospitais da Secretaria de Saúde, transformando-o em um modelo para o Brasil. A médica neurologista da SES-DF, Letícia Rebello, também destacou a integração das equipes hospitalares através do Telestroke, uma ferramenta de telemedicina que permite o envio de exames de imagem em tempo real.
O AVC é uma das principais causas de morte no Brasil, com cerca de 120 mil vítimas anuais. No Distrito Federal, os custos com internações por AVC em 2023 ultrapassaram R$ 7,4 milhões. Vítimas do acidente podem precisar de ajuda na recuperação desse incidente, e iniciativas como essa devem ser apoiadas pela sociedade civil para garantir um atendimento mais eficaz e humanizado.

Relatório revela que no Brasil, uma pessoa acima de 55 anos morre a cada quatro horas devido ao consumo excessivo de álcool, ressaltando a urgência de moderar ou eliminar essa prática para um envelhecimento saudável.

O Ministério da Saúde realizou a primeira cirurgia cardíaca pediátrica com teleorientação em Pernambuco, com suporte do Hcor de São Paulo, ampliando o Proadi-SUS na região. A iniciativa visa melhorar o atendimento e formar especialistas locais.

O Brasil enfrenta uma "epidemia silenciosa" com a venda de 219 milhões de antimicrobianos em 2023, superando os níveis pré-pandemia, alertando para a resistência bacteriana. O Conselho Federal de Farmácia (CFF) destaca a urgência do uso consciente.

Cirurgia fetal inovadora corrige síndrome de Chiari tipo 2 em feto no Rio de Janeiro. A operação, realizada no Instituto Estadual do Cérebro, promete avanços na medicina.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal destaca a importância da vacinação contra a covid-19, mesmo após o fim da pandemia declarado pela OMS em maio de 2023. A imunização é crucial para grupos de risco.
O Brasil é agora o 17º país com mais crianças não vacinadas, com cobertura vacinal abaixo de 90% para todas as vacinas monitoradas em 2024, segundo a OMS e UNICEF. O Ministério da Saúde destaca esforços para reverter essa situação.