Quintais urbanos em São Paulo e Guarulhos se destacam como espaços de cura e sociabilidade, revelando saberes tradicionais e promovendo hortas comunitárias. Pesquisas mostram a importância desses ambientes na vida dos moradores.

Estudos recentes destacam a importância dos quintais urbanos em São Paulo e Guarulhos como espaços de cura, sociabilidade e preservação de saberes. A antropóloga Andréa Barbosa, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), realizou uma pesquisa entre 2022 e 2024, visitando cerca de 20 quintais para entender seu papel na vida dos moradores e como eles desafiam a urbanização acelerada. Barbosa observa que esses espaços são únicos e refletem a identidade de seus proprietários, servindo como locais de produção de remédios caseiros e de interação social.
Dona Nilcéa, residente na Vila Regente Feijó, exemplifica essa conexão com a natureza. Ela cultiva seu quintal há mais de cinquenta anos, onde abriga árvores frutíferas e ervas medicinais. A pesquisa revela que muitos moradores, oriundos do meio rural, trazem sementes e técnicas de cultivo, mantendo viva a relação com suas raízes. Barbosa destaca que a troca de produtos entre vizinhos fortalece laços comunitários, como no caso de Eliane e Toninho, que distribuem uvas cultivadas em seu quintal.
Além disso, a pesquisa de Guilherme Reis Ranieri, defendida em 2019, mapeou cerca de duzentas espécies de plantas em quintais urbanos, muitas das quais são ignoradas por grandes redes de supermercados. Ele alerta que o conhecimento sobre essas plantas está se perdendo, especialmente entre as gerações mais jovens, que associam o cultivo à pobreza. Essa desconexão pode levar à extinção de saberes valiosos sobre biodiversidade e saúde.
A arquiteta Sonia Wagner de Ferrer, em sua tese de doutorado, também analisa a diversidade dos quintais urbanos, que vão desde espaços luxuosos até áreas mais simples, como as de favelas. Ela observa que, na ausência de quintais, moradores de apartamentos adaptam varandas e cozinhas para cultivar plantas. Essa flexibilidade demonstra a importância do espaço para atender às necessidades e desejos dos moradores, refletindo a diversidade cultural brasileira.
Em um contexto global, Barbosa também investigou hortas comunitárias em Barcelona, onde coletivos lutam contra a gentrificação e a crise de moradia. O movimento defende que a produção de alimentos fortalece os laços comunitários e garante a permanência dos moradores em seus bairros. Essa experiência é um exemplo de como a agricultura urbana pode ser uma ferramenta de resistência e solidariedade.
Iniciativas como as hortas comunitárias em São Paulo, que promovem o cultivo de plantas medicinais, são fundamentais para a saúde e bem-estar das comunidades. Projetos que incentivam a troca de saberes e a produção local devem ser apoiados pela sociedade civil. A união em torno dessas causas pode fazer a diferença na preservação de tradições e na promoção de um estilo de vida mais sustentável.

Licença do Ibama para obras na hidrovia Araguaia-Tocantins gera protestos de comunidades extrativistas e do Ministério Público Federal, que alegam ilegalidade e riscos à biodiversidade local. A remoção de rochas no Rio Tocantins ameaça modos de vida e espécies ameaçadas.

A campanha Tampinha Solidária do MetrôRio, em seu primeiro ano, arrecadou 5,6 toneladas de tampinhas plásticas, resultando na doação de seis cadeiras de rodas ao Instituto Nacional de Câncer (Inca) e apoiando projetos sociais. A iniciativa, em parceria com o Instituto Soul Ambiental, permite que passageiros contribuam nas estações e centros administrativos do metrô, promovendo ações sociais e ambientais.

Termo de compromisso entre ICMBio e comunidade guarani no Paraná permite permanência em terras sobrepostas a reserva biológica, gerando protestos de entidades conservacionistas. A gestão indígena é reconhecida como essencial para a conservação das florestas.

Em agosto de 2024, a onça-pintada Miranda foi resgatada após três dias em uma manilha durante incêndios no Pantanal, apresentando queimaduras graves. Após 43 dias de tratamento, ela foi reintegrada à natureza e meses depois deu à luz seu primeiro filhote, sendo monitorada pela ONG Onçafari. A equipe de resgate homenageou a onça com o nome da cidade onde foi encontrada, e a recuperação dela simboliza esperança para a fauna local.

Censo 2022 revela que 11,8 milhões de pessoas vivem em unidades de conservação no Brasil, com 40% enfrentando precariedades em serviços básicos. Kátia Torres, do ICMBio, destaca a urgência da regularização fundiária e acesso a serviços essenciais.

Estudo inédito resgata saberes curativos do povo Pataxó Hã-Hã-Hãi, catalogando 175 plantas medicinais e destacando o uso de espécies exóticas, promovendo a etnobotânica participativa. A pesquisa, liderada por Hemerson Dantas dos Santos, busca revitalizar conhecimentos ancestrais e atender às necessidades de saúde da comunidade.