Durante o 11º Power Trip Summit, Rita Lobo abordou a sobrecarga feminina nas tarefas domésticas como um fator que impulsiona o consumo de ultraprocessados, defendendo a divisão de responsabilidades. A chef enfatizou que a educação culinária deve ser priorizada, assim como a alfabetização, para melhorar a alimentação familiar e combater doenças relacionadas.

Durante o 11º Power Trip Summit, realizado em Salvador, a chef e influenciadora Rita Lobo abordou a relação entre a sobrecarga de mulheres nas tarefas domésticas e o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados. Lobo destacou que essa responsabilidade, frequentemente atribuída às mulheres, contribui para a alimentação pouco saudável das famílias. “Historicamente, cozinhar é uma tarefa da mulher, da mãe, avó, empregada. É o suco do machismo”, afirmou.
A chef enfatizou a importância de dividir as tarefas domésticas, especialmente a cozinha, com os homens da casa. Segundo Lobo, essa sobrecarga leva muitas mulheres a optarem por ultraprocessados, que prejudicam a saúde familiar. Ela acredita que aprender a cozinhar deve ser tão essencial quanto a alfabetização, promovendo uma alimentação mais saudável.
Rita Lobo, que é embaixadora do World Food Programme, alertou que os ultraprocessados estão associados a doenças não transmissíveis. Ela observou que, no Brasil, o consumo desses alimentos é mais elevado em áreas urbanas e entre a população mais rica, refletindo um padrão de consumo que ignora a qualidade nutricional.
Com sessenta por cento da população brasileira apresentando sobrepeso e obesidade, Lobo destacou que o problema não está em alimentos tradicionais como arroz e feijão, mas sim no excesso de ultraprocessados, resultado da falta de tempo e estrutura para cozinhar. A chef também é fundadora do Panelinha, um site que visa ensinar os brasileiros a cozinhar melhor e a diversificar suas refeições.
O Power Trip Summit, promovido pela revista Marie Claire, reúne líderes femininas de diversas áreas, como cultura, ciência e tecnologia. O evento deste ano discute temas como influência, inovação e identidade, com a participação de CEOs e empreendedoras que buscam promover mudanças sociais significativas.
Iniciativas como a de Rita Lobo são fundamentais para conscientizar a sociedade sobre a importância da alimentação saudável e da divisão de responsabilidades. A união em torno de projetos que promovam a educação alimentar e o apoio às mulheres pode transformar a realidade de muitas famílias, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada e saudável.

Uma pesquisa recente revela que métodos saudáveis de emagrecimento, como o aumento do consumo de frutas e vegetais e a prática de exercícios, reduzem sintomas depressivos, enquanto práticas prejudiciais, como pular refeições e induzir vômitos, elevam o risco de depressão, especialmente em grupos vulneráveis.

Neste sábado (23), o Festival Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver acontece no Rio de Janeiro, reunindo importantes figuras para discutir o legado da Marcha das Mulheres Negras de 2015. O evento, gratuito e aberto ao público, visa mobilizar um milhão de pessoas em Brasília no dia 25 de novembro, propondo um novo projeto de sociedade baseado no conceito de "Bem Viver".

O Sesc São Caetano promove em maio dois espetáculos teatrais que abordam temas sociais relevantes, como patriarcado e acessibilidade. As apresentações, com foco na reflexão e inclusão, ocorrem às sextas-feiras.

Prefeitura de Niterói lança o programa Fila Zero para reduzir o tempo de espera por exames no SUS de dez meses para dez dias, gerando críticas sobre a priorização de investimentos em entidades privadas.

A Catedral Metropolitana de São Sebastião no Rio de Janeiro sediará o Festival CelebraRio em 6 de setembro, com o tema “Curai-me, Senhor!”. O evento contará com a Orquestra Sinfônica Católica, homenagens a Bira Presidente e Arlindo Cruz, além de ações sociais. A programação incluirá apresentações artísticas e momentos de espiritualidade, conduzidos por Dom Orani Tempesta e Padre Márlon Múcio, visando mobilizar a comunidade católica e apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade.

O Projeto Mapear, em parceria com a PRF e a Childhood Brasil, registrou um aumento de 83% nos pontos de exploração sexual infantil, totalizando 17.687 locais em 2023-2024. O Nordeste lidera, mas a classificação de locais críticos caiu na região.