Cerca de 46% dos brasileiros acima de 80 anos enfrentam sarcopenia, condição que reduz a massa muscular e força, aumentando o risco de quedas e comprometendo a qualidade de vida. A prevenção envolve dieta rica em proteínas e exercícios regulares.

A sarcopenia, uma condição que afeta a massa muscular e a força em idosos, é uma preocupação crescente no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia revelam que até quinze por cento dos brasileiros com mais de sessenta anos e até quarenta e seis por cento dos que têm mais de oitenta anos enfrentam essa doença progressiva. A sarcopenia resulta em diminuição da força muscular, aumentando o risco de quedas, fraturas e comprometendo a qualidade de vida.
A perda de massa muscular começa por volta dos quarenta anos, com uma redução de oito por cento a cada década até os setenta anos. Após essa idade, a taxa de perda acelera, chegando a quinze por cento a cada dez anos. Nos membros inferiores, a força das pernas pode diminuir entre dez e quinze por cento por década até os setenta anos, aumentando para vinte e cinco a quarenta por cento após essa idade. Essa situação pode fazer com que a massa muscular de um idoso de oitenta anos se assemelhe à de uma criança, mas com necessidades nutricionais diferentes.
O sedentarismo e a má alimentação são fatores que contribuem significativamente para a sarcopenia. Alterações físicas, como problemas dentários, e questões emocionais, como a depressão, também desempenham um papel importante. A médica nutróloga Marcella Garcez destaca que uma dieta rica em proteínas é essencial para a construção e preservação muscular. Alimentos como carnes magras, peixes, ovos e leguminosas devem ser priorizados, assim como carboidratos complexos e gorduras saudáveis.
Além da alimentação, a prática regular de exercícios físicos é fundamental. Exercícios de resistência, como musculação e pilates, são os mais eficazes para manter a massa muscular. As atividades aeróbicas também são importantes, pois melhoram a eficiência muscular. Especialistas recomendam que idosos realizem pelo menos cento e cinquenta minutos de atividade física por semana, incluindo duas sessões de treinamento de força e três de exercícios aeróbicos.
O acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, nutricionistas e fisioterapeutas, é ideal para garantir a eficácia das estratégias de prevenção e tratamento da sarcopenia. A preservação das funções musculares é crucial para a saúde dos idosos, promovendo maior autonomia e qualidade de vida. A saúde muscular não apenas beneficia o corpo, mas também impacta positivamente a saúde mental e emocional dos indivíduos.
Em um cenário onde a sarcopenia afeta uma parcela significativa da população idosa, é vital que a sociedade se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar dessa faixa etária. A união em torno de projetos que visem melhorar a qualidade de vida dos idosos pode fazer uma diferença significativa, proporcionando recursos e suporte para aqueles que mais precisam.

O Brasil enfrenta uma inversão na pirâmide etária, com idosos representando 15,8% da população, e a previsão é que em 20 anos esse número chegue a 28%. A saúde e qualidade de vida na terceira idade são cruciais.

A Fiocruz, por meio de Farmanguinhos, firmou parcerias com a EMS para produzir liraglutida e semaglutida no Brasil, visando reduzir custos e ampliar o acesso a esses medicamentos. A produção começará em Hortolândia (SP) e deve facilitar a inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde ampliará a vacinação contra hepatite A para usuários da PrEP, visando vacinar 80% desse grupo e conter surtos na população adulta. A medida é uma resposta ao aumento de casos entre adultos, especialmente homens que fazem sexo com homens.

Projeto de Lei 294/25 cria Programa Nacional de Apoio às Pessoas com Esclerose Múltipla. A proposta reconhece a doença como deficiência e visa garantir acesso a tratamentos e reabilitação. O deputado Pezenti (MDB-SC) destaca a importância de políticas públicas para apoiar pacientes. A análise do projeto ocorrerá nas comissões pertinentes antes da votação final.
A ABHH atualizou diretrizes para leucemia linfocítica crônica, destacando inibidores de BTK e BCL-2. Novas terapias visam melhorar o tratamento e acesso no SUS, além de reforçar a importância de exames moleculares e prevenção de infecções.

A ABRAIDI propõe uma Agenda de Convergência para otimizar a gestão de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) no Brasil, destacando a urgência da transformação digital. A iniciativa visa melhorar a colaboração entre hospitais, operadoras e fornecedores, enfrentando a burocracia e a falta de comunicação que geram perdas financeiras significativas.