O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir sobre a legalidade de licenças para desmatamento no Pantanal, com um caso envolvendo 20,5 mil hectares pronto para julgamento. A nova lei estadual exige licenças mais rigorosas.

O desmatamento no Pantanal, especialmente no Mato Grosso do Sul, está sob análise judicial. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deve decidir sobre a legalidade de licenças para desmatamentos, incluindo um caso que envolve a devastação de 20,5 mil hectares em uma fazenda em Corumbá. Essas permissões foram concedidas com base em um decreto estadual de 2015, que, segundo investigações, foi fundamentado em um estudo financiado pela Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).
O processo em questão é um dos quatro que o Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) move contra licenças de desmatamento, totalizando quase 47 mil hectares. A área desmatada é comparável a um terço do território da capital São Paulo. O MPMS argumenta que a autorização para a supressão vegetal sem estudos técnicos adequados compromete a preservação do Pantanal, um bioma de grande importância ecológica.
Além disso, uma nova lei estadual, sancionada em dezembro de 2023, estabelece requisitos mais rigorosos para licenças de desmatamento a partir de 500 hectares. Essa legislação também proíbe ações que alterem o ciclo natural das águas na região e impede a expansão de pastagens exóticas e outras culturas que possam prejudicar o ecossistema local. O diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal, Leonardo Gomes, acredita que essa nova regulamentação deve influenciar a revisão das licenças existentes.
Dados do governo estadual indicam que, entre agosto de 2019 e abril de 2023, foram autorizadas intervenções em 194 mil hectares de vegetação no Pantanal, representando cerca de 2% da área do bioma. As taxas de desmatamento aumentaram significativamente, com perdas no primeiro semestre de 2023 três vezes maiores do que no mesmo período do ano anterior. O governador Eduardo Riedel suspendeu todas as licenças para desmatamento em agosto de 2023, antecipando uma decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
O inquérito do MPMS revelou que o estudo que embasou o decreto de 2015 foi pago com R$ 94,2 mil e permitia que até 60% da vegetação nativa fosse desmatada, em contrariedade a uma recomendação anterior que limitava o desmatamento a 35%. A Universidade de São Paulo (USP), que coordenou o estudo, não endossou suas conclusões, que foram contestadas por órgãos de controle.
Com a iminente decisão do STJ, as expectativas são altas. Se a corte decidir pela conservação do Pantanal, os proprietários de terras podem ser obrigados a restaurar os danos ambientais causados. A proteção desse bioma é crucial, e a mobilização da sociedade civil pode ser fundamental para garantir a preservação e a recuperação das áreas afetadas. A união em torno de causas ambientais pode fazer a diferença na luta pela conservação do Pantanal.

O Brasil alcançou a meta de reciclar 25% das embalagens de vidro em 2024, com o Distrito Federal superando a média nacional. A reciclagem de vidro no país cresceu de 11% para 25,1% em cinco anos.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) completou setenta anos em 2024 e anunciou a meta de neutralidade de carbono até 2030, com matriz energética 100% renovável. A empresa desinvestiu R$ 1,2 bilhão em usinas térmicas, priorizando hidrelétricas, parques eólicos e solares.

As águas do Rio São Francisco chegaram ao Rio Piranhas, trazendo esperança renovada para agricultores e pescadores em Jardim de Piranhas (RN), com investimentos do governo em infraestrutura hídrica. O Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF) promete transformar a realidade da região, garantindo segurança hídrica e desenvolvimento para milhares de famílias que enfrentam a seca.

Pesquisa do Datafolha revela que 88% dos brasileiros percebem riscos das mudanças climáticas, apesar de um leve aumento na despreocupação, que chega a 9%. Desastres naturais recentes influenciam essa percepção.

Estudo revela que interações de frugivoria na Amazônia permanecem empobrecidas após 20 anos de queimadas e desmatamento, comprometendo a biodiversidade e a regeneração florestal. A pesquisa, liderada pela bióloga Liana Chesini Rossi, destaca a perda de espécies e interações essenciais para a manutenção do bioma.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a emergência em Alto Santo, Canindé e Ibicuitinga, permitindo acesso a recursos federais para ações de defesa civil. As prefeituras podem solicitar apoio para atender às necessidades da população afetada pela seca e estiagem.