Surfistas, liderados por Carlos Eduardo Cardoso, lutaram em 1988 contra a construção de prédios na Prainha, resultando na criação do Parque Natural Municipal, que agora busca melhorias na infraestrutura. A Associação de Surfistas e Amigos da Prainha (Asap) continua a reivindicar reformas em banheiros e na sede do parque, prometidas pela Secretaria de Meio Ambiente.

Em 1988, o surfista Carlos Eduardo Cardoso se deparou com um projeto de construção de oito prédios na Prainha, um local querido pelos amantes do surf. Revoltado, ele mobilizou outros surfistas e a comunidade para protestar contra a obra, que ameaçava a preservação da área. Com o apoio de políticos como Alfredo Sirkis, na época vereador e secretário municipal de Meio Ambiente, e Eduardo Paes, a Associação de Surfistas e Amigos da Prainha (Asap) foi criada para lutar pela proteção do local.
Os protestos incluíram manifestações na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde surfistas se apresentaram com pranchas que diziam “Salve Prainha” e “Fuck Santa Isabel”. A pressão da Asap e de ambientalistas resultou no embargo da obra e, em 1999, na criação do Parque Natural Municipal da Prainha, que foi oficialmente implantado em 2001.
O Parque, que abrange 147 hectares, é um importante refúgio para a biodiversidade, abrigando espécies ameaçadas de extinção e vegetação típica da Mata Atlântica. A estrutura do parque inclui centro de visitantes, mirantes e trilhas ecológicas, além de um sistema de energia solar. A Prainha conquistou sua 14ª Bandeira Azul, um selo internacional que atesta a qualidade ambiental da praia.
Apesar das conquistas, a Asap continua a reivindicar melhorias na infraestrutura do parque. Juca Garcia, atual presidente da associação, destaca a necessidade de reformas nos banheiros e na sede do parque, que se encontra em estado de abandono. A Secretaria de Meio Ambiente (Smac) prometeu realizar os reparos, mas a associação já tomou a iniciativa de realizar algumas melhorias por conta própria.
Nos últimos dois anos, a Asap conseguiu algumas melhorias, como a instalação de quebra-molas e placas de sinalização pela CET-Rio, além de um aumento na presença da Guarda Municipal. No entanto, a associação ainda aguarda ações mais efetivas da Smac para garantir a manutenção adequada do parque e a preservação do ambiente.
A luta pela preservação da Prainha é um exemplo de como a mobilização comunitária pode resultar em conquistas significativas. Projetos que visam a melhoria da infraestrutura e a conservação ambiental precisam do apoio da sociedade civil. A união em torno de causas como essa pode fazer a diferença na preservação de espaços naturais tão importantes para a comunidade e para a biodiversidade.

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para incêndios florestais, com punições de três a seis anos e restrições a recursos públicos por cinco anos. A proposta, de autoria do deputado Gervásio Maia, visa combater o aumento alarmante de incêndios, que em 2024 atingiu o maior número desde 2010, principalmente por ações humanas. O texto, que segue para o Senado, prevê penas mais severas em casos de morte e impactos ambientais significativos, além de agravar punições para quem financiar tais crimes.

Estudo revela que a vegetação nativa da Ilha de Trindade se recuperou em 1.468% após a remoção das cabras, espécie invasora que devastou a flora local desde o século XVIII. Pesquisadores do Museu Nacional/UFRJ destacam a importância de combater a degradação ambiental.

Uma revisão sistemática de 2024 revela que microplásticos podem prejudicar a saúde reprodutiva, digestiva e respiratória, além de estarem ligados a doenças como câncer e demência. A pesquisa destaca a necessidade de reduzir a exposição a esses contaminantes.

Estudo do Cemaden revela que 43% dos gestores de defesa civil se sentem despreparados para agir em desastres, propondo cinco frentes para fortalecer a gestão de riscos em áreas urbanas.

Insetos no Brasil estão adaptando suas galhas para sobreviver aos incêndios florestais, com uma pesquisa da Universidade Federal de Sergipe mostrando que 66% das larvas em galhas queimadas conseguiram resistir. O estudo destaca a necessidade de novas investigações sobre a adaptação desses insetos em um cenário de incêndios crescentes no Cerrado, onde 9,7 milhões de hectares foram consumidos em 2022.

Pesquisadores revelam que onças-pintadas no Pantanal estão se agrupando em um refúgio climático após incêndio em 2020, adaptando sua dieta e beneficiando a fauna terrestre. Essa resiliência destaca a importância da região para a biodiversidade.