Saúde e Ciência

Teste do pezinho é essencial para a saúde infantil e pode prevenir sequelas graves desde os primeiros dias de vida

O Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho, destaca a ampliação do Programa Nacional de Triagem Neonatal, que agora incluirá até 50 novas doenças. O Ministério da Saúde busca melhorar a cobertura e conscientização sobre a importância do exame.

Atualizado em
June 26, 2025
Clock Icon
3
min
A pesquisa utilizou a mesma gota de sangue no papel filtro coletada para a triagem neonatal, chamada de teste do pezinho. Os bebês não passam por nenhum procedimento diferente do habitual. Foto: Divulgação/Nupad/Faculdade de Medicina da UFMG

Nesta quinta-feira, 6 de junho, celebra-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho, um exame crucial que consiste na coleta de sangue do calcanhar de recém-nascidos. Conhecido como triagem neonatal, o teste é realizado gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e maternidades em todo o Brasil. Essa análise simples permite a identificação precoce de doenças, possibilitando tratamentos que podem evitar sequelas permanentes na vida da criança.

De acordo com Celso Rebello, pediatra e presidente do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), o teste é essencial para detectar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas que não apresentam sintomas nos primeiros dias de vida. A realização do exame até o quinto dia de vida é fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz e evitar complicações graves.

Atualmente, o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) abrange sete doenças, incluindo fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito. O teste é feito por meio de uma punção rápida no calcanhar do bebê, e os resultados são fundamentais, embora um exame específico seja necessário para confirmar diagnósticos positivos. O Sistema Único de Saúde (SUS) assegura que todos os pacientes triados tenham acesso a médicos especialistas.

O Ministério da Saúde está em processo de ampliação do PNTN, com a meta de incluir até cinquenta novas doenças. A primeira fase dessa ampliação, que ocorreu em 2022, já incorporou o exame para toxoplasmose congênita. A lei que regulamenta essa expansão prevê revisões periódicas da lista de doenças rastreadas, priorizando aquelas mais prevalentes e com tratamento disponível no SUS.

Em 2023, a cobertura do PNTN ultrapassou os oitenta e dois por cento, mas ainda existem desafios, como a falta de conscientização sobre a importância do teste e a desigualdade social, especialmente em regiões remotas. O Ministério da Saúde está trabalhando em estratégias para fortalecer o programa e garantir que a triagem neonatal seja acessível a todos os recém-nascidos no país.

Projetos que visam melhorar a triagem neonatal e aumentar a conscientização sobre sua importância são essenciais. A união da sociedade pode fazer a diferença, ajudando a garantir que todas as crianças tenham acesso a cuidados de saúde adequados desde os primeiros dias de vida, prevenindo doenças e promovendo um futuro mais saudável.

Estadão
Quero ajudar

Leia mais

Anvisa avalia regulamentação do cultivo de cannabis com baixo teor de THC para uso medicinal no Brasil
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Anvisa avalia regulamentação do cultivo de cannabis com baixo teor de THC para uso medicinal no Brasil
News Card

A Anvisa discutirá a regulamentação do cultivo de Cannabis sativa com baixo teor de THC para fins medicinais em reunião marcada para hoje. A proposta, que deve ser aprovada até 30 de setembro, permitirá que empresas cultivem a planta sob rigorosas normas de segurança e controle.

SUS incorpora novos tratamentos hormonais para endometriose, ampliando opções para pacientes no Brasil
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
SUS incorpora novos tratamentos hormonais para endometriose, ampliando opções para pacientes no Brasil
News Card

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de dois novos tratamentos hormonais para endometriose no SUS: o DIU-LNG e o desogestrel, após recomendação do Conitec. A implementação depende da atualização de protocolos.

Transformação digital é essencial para otimizar a gestão de Órteses, Próteses e Materiais Especiais no Brasil
Saúde e Ciência
Clock Icon
4
min
Transformação digital é essencial para otimizar a gestão de Órteses, Próteses e Materiais Especiais no Brasil
News Card

A ABRAIDI propõe uma Agenda de Convergência para otimizar a gestão de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) no Brasil, destacando a urgência da transformação digital. A iniciativa visa melhorar a colaboração entre hospitais, operadoras e fornecedores, enfrentando a burocracia e a falta de comunicação que geram perdas financeiras significativas.

Cazuza: a força de um ícone que transcende gerações e continua a impactar a música e a cultura brasileira
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Cazuza: a força de um ícone que transcende gerações e continua a impactar a música e a cultura brasileira
News Card

Cazuza, ícone do rock brasileiro, continua a impactar a cultura com sua obra, regravações e uma exposição no Rio de Janeiro que atraiu 17 mil visitantes em duas semanas. Sua música e legado permanecem relevantes.

GDF investe R$ 41 milhões em Atenção Primária à Saúde e entrega 13 novas unidades em quatro anos
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
GDF investe R$ 41 milhões em Atenção Primária à Saúde e entrega 13 novas unidades em quatro anos
News Card

Governo do Distrito Federal investiu R$ 41 milhões em saúde, com 4 milhões de atendimentos em 2024. A ampliação da Atenção Primária à Saúde resultou na entrega de 13 novas unidades básicas, beneficiando milhares de moradores. A UBS 5 do Recanto das Emas se destacou com quase 10 mil atendimentos, refletindo a importância do investimento na saúde pública.

Brasil volta a figurar entre os 20 países com mais crianças não vacinadas, alerta Unicef e OMS
Saúde e Ciência
Clock Icon
3
min
Brasil volta a figurar entre os 20 países com mais crianças não vacinadas, alerta Unicef e OMS
News Card

O Brasil voltou a ser um dos 20 países com mais crianças não vacinadas, com um aumento de 100% em relação a 2023, totalizando 229 mil. O CFM pediu ações urgentes ao Ministério da Saúde.