A editora Janela Amarela relança "A Mulher dos Olhos de Gelo", de Chrysanthème, abordando feminicídio e pressão social pelo casamento, revelando dilemas atemporais. A obra, escrita há noventa anos, reflete questões atuais e resgata a voz de uma escritora esquecida.

Chrysanthème, pseudônimo de Cecília Moncorvo Bandeira de Mello Rebello de Vasconcellos, foi uma escritora e jornalista brasileira que se destacou no início do século XX ao abordar questões feministas. A editora Janela Amarela está reeditando sua obra "A Mulher dos Olhos de Gelo", que, apesar de ter sido publicada há noventa anos, discute temas como feminicídio e a pressão social pelo casamento, refletindo problemas ainda atuais.
O enredo de "A Mulher dos Olhos de Gelo" apresenta um homem que é condenado por matar sua esposa, um crime que é narrado sob sua perspectiva. A obra não apenas choca, mas também critica a pressão social em torno do casamento e o fanatismo religioso, mostrando como esses fatores podem afetar as relações interpessoais. Chrysanthème oferece uma análise profunda das motivações psicológicas e dos distúrbios mentais, sem idealizar personagens, o que torna sua narrativa ainda mais relevante.
Com mais de 1.400 feminicídios registrados no Brasil em 2024, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o resgate de obras como a de Chrysanthème é crucial. A autora, que viveu entre mil oitocentos e sessenta e nove e mil novecentos e quarenta e oito, é uma das primeiras vozes femininas a expor as contradições da sociedade da sua época, revelando dilemas que ainda persistem. Sua prosa, marcada por ironia e sarcasmo, desafia as normas patriarcais e morais do seu tempo.
A editora Janela Amarela tem como missão recuperar escritoras brasileiras esquecidas. A ideia surgiu a partir da constatação de que muitas mulheres talentosas não eram reconhecidas no cenário literário. O trabalho da editora visa não apenas resgatar a memória de autoras como Chrysanthème, mas também oferecer às novas gerações uma visão mais ampla da sociedade brasileira do século XIX e início do século XX.
Os critérios para a seleção das obras incluem o valor histórico e o impacto literário, priorizando textos que dialoguem com questões contemporâneas, como desigualdade e relacionamentos. A editora busca obras que revelem a realidade feminina no Brasil, permitindo que os leitores compreendam as complexidades da época a partir da perspectiva dessas autoras.
O resgate de obras de Chrysanthème e de outras escritoras é uma forma de reparação histórica, trazendo à tona vozes que foram silenciadas. Projetos que promovem a recuperação da literatura feminina são essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A união em torno dessas iniciativas pode fazer a diferença na valorização da cultura e na luta contra a violência de gênero.

Lisandra Uwaireudo, mulher trans bororo, foi acolhida em rituais femininos, simbolizando a crescente aceitação de identidades de gênero na comunidade. Majur Harachell Traytowu se destacou como a primeira cacica trans do Brasil, enquanto Kiga Bóe fundou um coletivo LGBTQIA+ indígena.

A Câmara dos Deputados aprovou o PL nº 3.965/21, que exige exame toxicológico negativo para novos motoristas das categorias A e B, aguardando sanção do presidente Lula. O projeto também permite transferência online de veículos.

Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, reafirma o compromisso da empresa com diversidade, equidade e inclusão, destacando avanços como a cota de 30% de mulheres em conselhos. Em um cenário desafiador, Trajano defende a importância de ações sociais e de saúde, como a vacinação contra o HPV, e critica os altos juros que afetam pequenas empresas.

Sarah Simpson, coach de imagem corporal, enfrentou um incidente viral ao ser confundida com uma grávida durante uma aula de ioga, gerando debates sobre preconceitos corporais. O episódio destaca a persistência de padrões de beleza prejudiciais e a importância da autoaceitação.

A deputada Erika Hilton protocolou ofício ao Conselho Nacional de Educação para regulamentar cotas para pessoas trans e travestis, diante de ameaças judiciais a essas políticas. A proposta visa garantir segurança jurídica e a continuidade das cotas em universidades públicas.

O Bolsa Família ampliará sua cobertura para incluir famílias em situação de rua e em risco alimentar, conforme a Portaria nº 1.907 do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Essa ação visa combater desigualdades e garantir direitos básicos.