O interesse dos brasileiros por Unidades de Conservação cresce, com aumento de 50% nas buscas online e 25,5 milhões de visitas em 2024, destacando o Parque Estadual da Cantareira como o mais procurado.

Neste Dia Mundial da Conservação da Natureza, um estudo recente indica um aumento significativo no interesse dos brasileiros por áreas naturais e ecoturismo. De acordo com dados da Bulbe Energia, as buscas online pelo termo "unidade de conservação" cresceram 50% em 2024, totalizando mais de um milhão de pesquisas. Esse aumento reflete a crescente conscientização sobre a importância da preservação ambiental.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) registrou mais de 25,5 milhões de visitas a Unidades de Conservação federais em 2024, um crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. O estado de São Paulo se destaca, concentrando seis das quinze unidades mais buscadas, o que representa cerca de 40% do total. O Parque Estadual da Cantareira é o mais procurado, com 161 mil buscas, sendo um importante fragmento da Mata Atlântica em área urbana.
Localizado na zona norte da capital paulista, o Parque da Cantareira é descrito como um santuário ecológico que protege as nascentes que abastecem São Paulo. O parque oferece diversas atrações, como trilhas, cachoeiras e mirantes, além de abrigar espécies como o bugio e a onça-parda. No Rio de Janeiro, o Parque Nacional da Serra dos Órgãos é o mais visitado, famoso pela trilha de travessia Petrópolis-Teresópolis e pela formação rochosa do Dedo de Deus.
O Parque Nacional da Serra dos Órgãos impressiona pela biodiversidade, com mais de duas mil e oitocentas espécies de plantas catalogadas, além de onças-pardas e centenas de espécies de aves. Outros estados também se destacam, como o Piauí com o Parque Nacional da Serra da Capivara, conhecido por seus sítios arqueológicos, e Goiás com a Chapada dos Veadeiros, famosa por suas paisagens do Cerrado.
As Unidades de Conservação no Brasil são regulamentadas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que estabelece regras específicas para cada categoria. Os Parques Nacionais permitem acesso público controlado, priorizando a preservação ambiental e atividades como pesquisa científica e turismo ecológico. As Florestas Nacionais combinam conservação com manejo sustentável, enquanto as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) permitem moradia e turismo, desde que respeitadas as normas de conservação.
Esses dados ressaltam a importância da conservação e do ecoturismo no Brasil, refletindo uma crescente conexão da população com a natureza. Projetos que visam a preservação e a promoção de Unidades de Conservação podem se beneficiar do apoio da sociedade civil, contribuindo para a proteção do meio ambiente e o fortalecimento do ecoturismo no país.

A Dexco, líder em materiais de construção, planeja certificar toda sua base florestal até 2025, prevendo R$ 1,4 bilhão em exportações. A empresa reforça seu compromisso com práticas sustentáveis e redução de emissões até 2030.
O Ibama promoveu um workshop sobre geotecnologias para recuperação ambiental, reunindo especialistas e resultando na criação de um instrumento normativo para uso de drones. A iniciativa visa aprimorar a governança e eficácia nas ações de recuperação.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que aumenta as penas para incêndios florestais, elevando a punição de 2-4 anos para 3-6 anos, incluindo casos culposos. O texto agora segue para o Senado.

O Ibama participou do VI Congresso da SRA-LA 2025 em Curitiba, discutindo gestão de riscos e mudanças climáticas com especialistas da América Latina. O evento promoveu soluções em políticas públicas e educação ambiental.

Ibama e UFSM firmam acordo para gestão do Cetas em Santa Maria, visando reabilitar fauna silvestre e promover educação ambiental. A parceria reforça o compromisso com a conservação da biodiversidade no Brasil.

O Piauí lançará créditos de carbono para combater o desmatamento, com investimento de até R$ 20 milhões da Silvania e apoio técnico da Systemica, visando reduzir o desmatamento em 10% ao ano até 2030.