Um novo trecho do muro na fronteira EUA-México, planejado pelo governo Trump, ameaça corredores de vida selvagem no Arizona, colocando em risco espécies como onças-pintadas e ursos. O Centro para Diversidade Biológica alerta que a construção bloqueará habitats críticos, podendo causar danos irreversíveis ao ecossistema local.

Um novo trecho do muro planejado pelo governo de Donald Trump, com cerca de 40 quilômetros, na fronteira entre os Estados Unidos e o México, está gerando preocupações ambientais. Um relatório do Centro para Diversidade Biológica alerta que essa construção bloqueará um dos principais corredores de vida selvagem no Arizona, afetando espécies ameaçadas como onças-pintadas e ursos. O documento destaca que a barreira pode causar danos irreversíveis aos habitats e às conexões ecológicas essenciais.
As câmeras de monitoramento na região registraram a movimentação de vinte espécies de animais, incluindo ursos e pumas, que seriam severamente impactadas pela construção do muro de nove metros de altura. O vale San Rafael e as montanhas Patagonia e Huachuca, áreas críticas para a sobrevivência de onças-pintadas, já têm pelo menos três desses felinos registrados na última década, além de outras dezesseis espécies ameaçadas.
Gerardo Ceballos, ecologista da Universidade Nacional Autônoma do México, enfatiza que a construção do muro pode levar à extinção das onças-pintadas nos Estados Unidos. O biólogo Ganesh Marín, que estuda a vida selvagem, acrescenta que a barreira não apenas impede o movimento dos animais, mas também altera todo o ecossistema ao redor, afetando a dinâmica de presas e predadores.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, autorizou a construção do muro em junho, dispensando empreiteiros de mais de trinta leis federais, incluindo a Lei Nacional de Política Ambiental. Organizações de conservação, como o Centro para Diversidade Biológica e a Conservation Catalyst, já entraram com uma ação judicial contestando essa decisão, que ignora as leis ambientais.
O Departamento de Segurança Interna defende que a nova construção ajudará a impedir travessias ilegais, embora não tenha apresentado evidências concretas sobre a necessidade dessa barreira na área. O xerife do condado de Santa Cruz, David Hathaway, afirma que as travessias ilegais são raras na região, que é de difícil acesso e possui torres de vigilância.
A biodiversidade da região, conhecida como Sky Island, é uma das mais ricas dos Estados Unidos, com uma variedade impressionante de fauna e flora. A construção do muro ameaça não apenas a vida selvagem, mas também a cultura local, como destaca Austin Nunez, presidente do Distrito de San Xavier da Nação Tohono O'odham, que se opõe à obra. A união em torno da preservação ambiental pode ser fundamental para garantir a proteção dessas espécies e habitats ameaçados.

A Enel foi multada em R$ 225 mil por podas agressivas de 18 árvores em Niterói, com o vereador Daniel Marques denunciando a prática como "assassinato de árvores". A multa visa coibir novas infrações.

A partir de 5 de agosto, inicia a liberação de água do Rio São Francisco para o Rio Grande do Norte, com um total de 46,3 milhões de m³ em 132 dias, beneficiando o semiárido. O ministro Waldez Góes destaca a importância dessa ação para a segurança hídrica da região.

O governo de São Paulo leiloará a concessão do sistema de travessias hidroviárias, com investimentos de R$ 1,4 bilhão em 20 anos, visando modernização e frota elétrica. A secretária Natália Resende destaca que a iniciativa busca eficiência, conforto e melhorias ambientais.

Empresários e ambientalistas solicitam ao deputado Zé Vitor a rejeição de um dispositivo que revoga a proteção da Mata Atlântica, ameaçando a biodiversidade e o progresso na redução do desmatamento. A alteração proposta pode reverter a queda de 80% nos índices de desmatamento, colocando em risco áreas essenciais para a sobrevivência do bioma e suas comunidades.

A museômica está revolucionando a pesquisa científica ao permitir a extração de DNA de espécimes históricos, reclassificando espécies como as rãs-foguete da Mata Atlântica. O professor Taran Grant destaca que essa técnica revaloriza acervos de museus, essenciais para a conservação da biodiversidade.

Projeto de Lei 1725/25 proíbe novas explorações de petróleo na Amazônia. Ivan Valente argumenta que a medida é necessária para evitar desastres ambientais e promover a recuperação da região. A proposta inclui um plano de transição para operações existentes e financiamento através de compensações ambientais. A discussão está acirrada no governo, com apoio de Lula e resistência de Marina Silva. Se aprovado, pode encerrar os planos da Petrobras na área.