O Icesp anunciou os finalistas da 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, destacando inovações em oncologia, como um inibidor contra leucemia e novas tecnologias para detecção de câncer. A premiação ocorrerá em agosto.

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) anunciou, no dia quatro de agosto, os finalistas da 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, que visa reconhecer inovações e pesquisas em oncologia no Brasil. A premiação, realizada em parceria com a Folha, destaca avanços significativos no combate ao câncer, incluindo novas terapias e tecnologias. Os vencedores nas categorias pesquisa e inovação tecnológica receberão R$ 20 mil e um certificado.
Na categoria pesquisa em oncologia, os finalistas incluem um estudo sobre um inibidor experimental contra leucemia linfoblástica aguda, que demonstrou potencial ao bloquear a proteína ezrina, crucial para o crescimento celular. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) testaram o composto em amostras de pacientes, observando uma redução significativa na proliferação das células cancerígenas.
Outro destaque é a identificação de uma nova variante genética associada a tumores agressivos, também realizada por pesquisadores da USP. Essa variante, detectada em cânceres de mama, pâncreas e pulmão, pode servir como um marcador para diagnósticos mais precisos e tratamentos direcionados. A pesquisa revelou que a presença dessa variante está ligada a formas mais agressivas da doença.
Além disso, um estudo sobre genes relacionados ao risco hereditário de tumores neuroendócrinos no Brasil identificou mutações em genes como CHEK2 e BRCA2, que aumentam o risco de feocromocitomas e paragangliomas. A pesquisa, que analisou 182 pacientes, sugere a necessidade de métodos de triagem genética mais acessíveis, já que atualmente o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece esses testes.
Na categoria inovação tecnológica, um teste que detecta a bactéria Fusobacterium nucleatum em amostras fecais promete aprimorar a triagem do câncer colorretal. A pesquisa, realizada no Hospital de Câncer de Barretos, mostrou que a detecção dessa bactéria pode ajudar a priorizar pacientes para colonoscopia, melhorando o fluxo de diagnóstico.
Outra inovação é o avanço na terapia celular CAR-T, que visa aumentar a eficácia no tratamento de cânceres hematológicos. Pesquisadores do A.C. Camargo Cancer Center desenvolveram uma abordagem que melhora a ação das células CAR-T, potencializando sua capacidade de eliminar células tumorais. Iniciativas como essas são fundamentais e merecem apoio da sociedade civil para que possam ser ampliadas e beneficiar mais pacientes.

A Audima, fundada por Luiz Pedroza, cresce no mercado de acessibilidade digital, com aumento de 23% no faturamento em 2024 e planos de rebranding e um movimento social B2B para inclusão digital. A empresa, que já atende mais de cinco mil clientes em 11 países, busca conscientizar sobre a importância da acessibilidade, destacando que cerca de 60 milhões de brasileiros são consumidores que necessitam dessas soluções.

Professor de música do CAP UFRJ foi alvo de racismo recreativo por alunos, resultando em suspensão e novas intimidações. A situação gerou protestos e denúncias à Polícia Federal.

O uso de inteligência artificial em terapia cresce, mas levanta questões sobre privacidade e eficácia. O Conselho Federal de Psicologia busca diretrizes para a prática psicológica nesse novo cenário.

Em 16 de abril de 2025, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou a resolução nº 2.247, que proíbe a terapia hormonal antes dos 18 anos e bloqueadores hormonais na puberdade, além de restringir cirurgias de redesignação de gênero para maiores de 21 anos. Especialistas criticam a medida, apontando um retrocesso no bem-estar da população trans e na pesquisa científica, além de alegarem que a norma ignora as necessidades dos jovens afetados. A decisão gera preocupações sobre a saúde mental de adolescentes trans, que enfrentam riscos elevados de suicídio e depressão.

O Elas Trilham SP, fundado por Ingredi Lima, conecta quase 300 mulheres em São Paulo, promovendo trilhas e encontros que fortalecem laços e oferecem acolhimento emocional. O movimento, que começou com um simples pedido de companhia, destaca a importância das conexões femininas para a saúde emocional e o bem-estar.

O Maranhão fez história ao realizar seu primeiro transplante de coração pelo SUS, beneficiando um homem de 68 anos no Hospital Universitário da UFMA. O governador Carlos Brandão destacou a importância do feito para a saúde pública do estado. Em 2024, o Brasil alcançou um recorde de mais de 30.000 transplantes pelo SUS, evidenciando o crescimento de 18% em relação a 2022.