Impacto Social

Icesp anuncia finalistas do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, destacando inovações e pesquisas em oncologia no Brasil

O Icesp anunciou os finalistas da 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, destacando inovações em oncologia, como um inibidor contra leucemia e novas tecnologias para detecção de câncer. A premiação ocorrerá em agosto.

Atualizado em
July 7, 2025
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Os premiados da 15ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira (da esq. para a dir.) Katia Morais, Virgínia Picanço e Castro e Gilberto Schwartsmann - Zanone Fraissat - 8.ago.2024/Folhapress

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) anunciou, no dia quatro de agosto, os finalistas da 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, que visa reconhecer inovações e pesquisas em oncologia no Brasil. A premiação, realizada em parceria com a Folha, destaca avanços significativos no combate ao câncer, incluindo novas terapias e tecnologias. Os vencedores nas categorias pesquisa e inovação tecnológica receberão R$ 20 mil e um certificado.

Na categoria pesquisa em oncologia, os finalistas incluem um estudo sobre um inibidor experimental contra leucemia linfoblástica aguda, que demonstrou potencial ao bloquear a proteína ezrina, crucial para o crescimento celular. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) testaram o composto em amostras de pacientes, observando uma redução significativa na proliferação das células cancerígenas.

Outro destaque é a identificação de uma nova variante genética associada a tumores agressivos, também realizada por pesquisadores da USP. Essa variante, detectada em cânceres de mama, pâncreas e pulmão, pode servir como um marcador para diagnósticos mais precisos e tratamentos direcionados. A pesquisa revelou que a presença dessa variante está ligada a formas mais agressivas da doença.

Além disso, um estudo sobre genes relacionados ao risco hereditário de tumores neuroendócrinos no Brasil identificou mutações em genes como CHEK2 e BRCA2, que aumentam o risco de feocromocitomas e paragangliomas. A pesquisa, que analisou 182 pacientes, sugere a necessidade de métodos de triagem genética mais acessíveis, já que atualmente o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece esses testes.

Na categoria inovação tecnológica, um teste que detecta a bactéria Fusobacterium nucleatum em amostras fecais promete aprimorar a triagem do câncer colorretal. A pesquisa, realizada no Hospital de Câncer de Barretos, mostrou que a detecção dessa bactéria pode ajudar a priorizar pacientes para colonoscopia, melhorando o fluxo de diagnóstico.

Outra inovação é o avanço na terapia celular CAR-T, que visa aumentar a eficácia no tratamento de cânceres hematológicos. Pesquisadores do A.C. Camargo Cancer Center desenvolveram uma abordagem que melhora a ação das células CAR-T, potencializando sua capacidade de eliminar células tumorais. Iniciativas como essas são fundamentais e merecem apoio da sociedade civil para que possam ser ampliadas e beneficiar mais pacientes.

Folha de São Paulo
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