Jabuti ferido é resgatado na Floresta Nacional de Brasília após queimadas. O animal, com casco queimado, recebe tratamento inovador com pele de tilápia no Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre.

No início de agosto, a Floresta Nacional de Brasília enfrentou mais uma queimada, resultando em destruição significativa da vegetação local. Em meio às cinzas, um jabuti ferido foi resgatado, apresentando o casco queimado e ferimentos nas patas e na cabeça. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e o Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) estão cuidando do animal, que se tornou o primeiro paciente das queimadas de 2025.
O jabuti foi encontrado pelo chefe do Centro de Triagem de Animais Silvestres do Distrito Federal (Cetas-DF), Júlio César Montanha, que relatou que o animal estava em um local com muita fumaça e ainda caminhava sobre o mato quente. O resgate foi necessário devido aos danos graves que o jabuti sofreu, incluindo queimaduras nas patas e no rosto, além de desidratação.
Após o resgate, o jabuti recebeu um tratamento inovador, utilizando pele de tilápia para acelerar a cicatrização das queimaduras. O biólogo e coordenador do Hfaus, Thiago Marques, explicou que a pele protege áreas expostas e evita infecções, que poderiam ser fatais para o animal. O tratamento requer acompanhamento constante, com a troca periódica da pele conforme a cicatrização avança.
Além das queimaduras, o jabuti também apresentou risco de descolamento das placas ósseas que cobrem o casco. Para garantir a recuperação, a equipe do Hfaus utiliza antibióticos e anti-inflamatórios. Em casos de danos irreversíveis, resina é aplicada para reconstruir o casco, permitindo que o animal mantenha sua mobilidade.
As queimadas na região têm impactos profundos na fauna, forçando animais a abandonarem seus habitats em busca de segurança. Rodrigo Augusto Santos, biólogo e gerente de Fauna Silvestre do Ibram, destacou a importância da preservação das áreas nativas para o equilíbrio ecológico e a necessidade de ação conjunta da sociedade para proteger a fauna local.
O Hfaus não realiza os resgates, mas é fundamental no tratamento de animais silvestres encaminhados por órgãos competentes. O jabuti, ainda sob cuidados, poderá retornar à natureza após a recuperação. A união da sociedade pode fazer a diferença na proteção e recuperação de animais como esse, promovendo iniciativas que ajudem a preservar a fauna e a flora da região.

Al Gore e André Corrêa do Lago debatem desinformação climática e inclusão nas negociações para a COP30, destacando desafios na implementação de decisões anteriores e a necessidade de engajamento global. O encontro no Rio de Janeiro abordou a evolução do negacionismo econômico e a importância de consultar grupos historicamente excluídos. Al Gore elogiou a presidência brasileira e reforçou a urgência de participação na conferência em Belém.

Um acordo entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Starlink visa combater o garimpo ilegal na Amazônia, rastreando e bloqueando o uso irregular da internet na região. A iniciativa exige identificação para novos terminais e permitirá monitoramento pelas autoridades, contribuindo para a preservação ambiental.

A bioeconomia no Brasil pode gerar até US$ 140 bilhões anuais até 2032, segundo estudo da Câmara Internacional de Comércio, destacando a importância da inovação e da comercialização. O Brasil busca liderar a agenda global com soluções sustentáveis em setores como alimentos e saúde.
O Mato Grosso sediou o Congresso Internacional de Gestão de Incêndios Florestais, onde o Ibama destacou a importância do Manejo Integrado do Fogo e sua atuação em missões internacionais, como no apoio ao Canadá em 2023. O evento reuniu especialistas de diversos países e reforçou a cooperação entre instituições para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

A Conferência dos Oceanos, em junho, será crucial para as negociações climáticas da COP30 em Belém, destacando a urgência de integrar oceanos e biodiversidade nas discussões. David Obura, chairman da IPBES, alerta sobre a perda de serviços ecossistêmicos e a necessidade de decisões imediatas para evitar danos irreversíveis.

O Brasil registrou 2.668 novas cavernas entre 2023 e 2024, totalizando 26.046 cavidades, com Minas Gerais liderando. O aumento de 11,41% destaca a relevância da pesquisa espeleológica no país.