Mais de 300 mil crianças e adolescentes retornaram à escola entre 2017 e 2025, graças à Busca Ativa do Unicef, mas ainda há 993,4 mil fora da educação formal. A evasão escolar é um desafio persistente no Brasil.

A evasão escolar é um desafio persistente na educação brasileira, com múltiplos fatores contribuindo para essa realidade. Entre 2017 e 2025, mais de 300 mil crianças e adolescentes retornaram à escola devido à iniciativa Busca Ativa, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em colaboração com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação. Essa estratégia visa identificar e monitorar jovens fora da educação formal, mas ainda há 993,4 mil jovens entre 4 e 17 anos sem acesso à escola, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2024.
A evasão escolar é um fenômeno complexo, influenciado por fatores como desinteresse, violência, necessidade de trabalho, discriminação, bullying e questões de saúde. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019 revelou que, entre jovens de 14 a 29 anos com escolaridade inferior ao ensino médio, 39,1% abandonaram os estudos por necessidade de trabalhar e 29,2% por falta de interesse. No caso das jovens, a gravidez precoce também foi um fator significativo, atingindo 23,8% desse grupo.
O desinteresse pelos estudos muitas vezes se inicia com notas baixas, levando a um aumento nas taxas de evasão, especialmente no ensino médio. Para combater essa situação, o modelo de ensino integral, que amplia a carga horária e melhora a aprendizagem, deve ser expandido desde a educação fundamental. Um currículo que se alinhe às habilidades dos alunos e ao mercado de trabalho, como proposto pela reforma do ensino médio, pode estimular o aprendizado e facilitar a capacitação para o emprego.
Além disso, o programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC), oferece suporte financeiro a alunos de baixa renda para que possam concluir o ensino médio. Essas iniciativas são essenciais, mas a evasão escolar requer uma abordagem abrangente, envolvendo ações em diversas frentes e níveis de governo. É crucial que quase um milhão de jovens fora da escola sejam reintegrados ao sistema educacional e que aqueles que ainda estão matriculados não abandonem os estudos.
O cenário atual exige um esforço conjunto da sociedade civil para enfrentar a evasão escolar. A mobilização em torno de projetos que visem apoiar a educação e a inclusão de jovens é fundamental. A união de esforços pode proporcionar recursos e oportunidades para aqueles que enfrentam barreiras para permanecer na escola, garantindo um futuro mais promissor para as novas gerações.
Iniciativas que promovam a educação e o apoio a jovens em situação de vulnerabilidade são essenciais. A sociedade pode se unir para criar soluções que ajudem a reverter a evasão escolar, proporcionando um ambiente mais favorável ao aprendizado e ao desenvolvimento pessoal. Essa é uma oportunidade para todos contribuírem para um futuro melhor.

O podcast Mundaréu lançou a série “Conexão”, apresentada por adolescentes de escolas públicas de Campinas, abordando temas como invisibilidade e tecnologias. A iniciativa é parte de um projeto de iniciação científica e visa explorar o uso da internet por jovens.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) abre inscrições para cursos técnicos e superiores gratuitos, com prazos até junho de 2025. As aulas começam no segundo semestre.

Levantamento do MEC revela que apenas 59,2% das crianças do 2º ano do ensino fundamental estão alfabetizadas, com metas de 80% até 2030. Enchentes no Rio Grande do Sul impactaram os resultados.

Conquistar o primeiro estágio é desafiador, mas é possível se destacar mesmo sem experiência. A Conferência de Gestão e Inovação conecta jovens a líderes de mercado, ampliando oportunidades.

A Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo abre inscrições para o vestibular do 2º semestre de 2025, com 435 vagas, sendo 280 para bolsistas. Inscrições até 10 de julho.

Professor André de Carvalho, diretor do ICMC da USP, descobriu seu autismo aos 54 anos e agora desenvolve IA para diagnósticos precoces e adaptações para alunos neurodivergentes.