Impacto Social

Maria Amélia Baptista faz história como a primeira brasileira a representar Portugal no Miss Mundo 2024

Maria Amélia Baptista faz história como a primeira brasileira a representar Portugal no Miss Mundo, que ocorrerá em Telangana, Índia, no dia 31 de maio, com 108 candidatas. A modelo, que vive no Porto e possui dupla cidadania, destaca-se por sua atuação social em saúde pública e direitos de imigrantes.

Atualizado em
May 26, 2025
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A brasileira Maria Amélia Baptista defende Portugal no Miss Mundo 2025 - Divulgação

A modelo Maria Amélia Baptista, de 27 anos, faz história ao se tornar a primeira brasileira a representar Portugal no Miss Mundo. Nascida no Rio de Janeiro e criada em Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, ela reside em Portugal desde 2022 e possui dupla cidadania, o que lhe permite competir pelo país europeu. Moradora da cidade do Porto, onde trabalha no setor imobiliário, Maria Amélia conquistou o título de Miss Portuguesa em julho de 2024 e se prepara para a etapa internacional do concurso, que ocorre em Telangana, na Índia, com a final marcada para 31 de maio.

Considerada uma miss de carreira, Maria Amélia iniciou sua trajetória em concursos de beleza em 2008, incentivada por seu irmão Thiago António, que organizava eventos no Brasil. Ao longo de sua carreira, ela participou de aproximadamente 15 competições, abrangendo categorias desde a infância até a fase adulta. Thiago expressou seu orgulho, afirmando que a participação dela no Miss Mundo é uma grande realização para ambos, destacando a importância desse momento.

Formada em Direito, Maria Amélia vê os concursos de beleza como uma plataforma para a expressão cívica. Sua atuação social é uma de suas principais características como miss, com foco na crise imigratória. Ela lidera iniciativas relacionadas à saúde pública e aos direitos dos imigrantes, temas que pretende abordar no palco do Miss Mundo, um concurso que prioriza debates e impactos sociais. A miss destacou a importância de dar voz às mulheres, além de valorizar a beleza interior.

Em colaboração com a Agência da ONU para Refugiados, Maria Amélia utiliza suas redes sociais para conscientizar sobre o impacto humanitário da imigração forçada, seja por conflitos, mudanças climáticas ou pobreza. Suas ações incluem a distribuição de roupas e alimentos, além de oferecer orientação sobre saúde ginecológica e higiene menstrual para mulheres imigrantes. Com sua visibilidade, ela busca promover a solidariedade e a ajuda a quem mais precisa.

Além de Maria Amélia, a paulista Jessy Pedroso também está na disputa, representando o Brasil. Com isso, o país conta com duas candidatas na competição deste ano, aumentando as chances de conquistar a coroa, atualmente detida pela modelo Krystyna Pysková, da República Tcheca. Maria Amélia vê sua representação como uma oportunidade de unir histórias e dar visibilidade a grupos frequentemente esquecidos, ressaltando que a beleza deve ter um propósito.

Essa trajetória de Maria Amélia Baptista não apenas inspira, mas também evidencia a importância de ações sociais. Projetos que promovem a inclusão e a ajuda a imigrantes podem ser fortalecidos pela união da sociedade civil, mostrando que a beleza vai além da estética e se transforma em um verdadeiro agente de mudança.

Folha de São Paulo
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