O manejo do pirarucu, antes ameaçado, agora gera bolsas de luxo, mas a maior parte dos lucros não chega aos pescadores, levantando críticas sobre a transparência e o contrabando na cadeia produtiva.

O pirarucu, um peixe da Amazônia, passou de espécie ameaçada a um modelo de manejo sustentável, com sua pesca controlada e apoio de marcas de luxo que utilizam seu couro. No entanto, apesar do sucesso do manejo, a maior parte dos lucros do comércio de couro não chega aos pescadores. Críticas surgem sobre a falta de transparência e controle na cadeia produtiva, além do contrabando.
Bolsas e acessórios de couro do pirarucu são vendidos por preços que podem ultrapassar milhares de reais, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Marcas como Osklen e Piper & Skye promovem a ideia de que a utilização do couro do pirarucu gera renda para comunidades ribeirinhas e contribui para a preservação da Amazônia. Contudo, representantes de comunidades e especialistas afirmam que a maior parte do dinheiro não chega aos pescadores, que recebem apenas R$ 11,00 por quilo do peixe.
A consultora Fernanda Alvarenga destaca que a maioria das relações na cadeia produtiva do pirarucu é questionável. Embora o manejo tenha ajudado a recuperar a população do peixe, os benefícios não são distribuídos de forma justa. As empresas reconhecem os desafios e afirmam que buscam fortalecer as comunidades, mas a concentração de mercado é alarmante, com setenta por cento do valor exportado concentrado em uma única empresa, a Nova Kaeru.
A Nova Kaeru, que fornece couro para marcas de luxo como Giorgio Armani e Dolce & Gabbana, domina o mercado. A empresa afirma que a maior parte de sua produção é voltada para a exportação e que o mercado de luxo representa apenas cinco por cento da demanda. No entanto, a falta de concorrência e a demora nos pagamentos aos pescadores são preocupações levantadas por críticos, que pedem maior visibilidade às demandas das comunidades.
Além das desigualdades de mercado, a falta de controle sobre o contrabando do pirarucu é um problema sério. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registra um grande número de multas relacionadas à pesca ilegal e ao comércio não autorizado do couro. A fiscalização é insuficiente, e a complexidade da cadeia produtiva dificulta o controle efetivo.
As comunidades que dependem do manejo do pirarucu precisam de apoio para garantir que os benefícios do comércio cheguem a elas. Projetos que promovam a capacitação e o fortalecimento das associações de pescadores podem ser fundamentais para melhorar a situação. A união da sociedade civil pode ser um passo importante para garantir que os pescadores sejam devidamente reconhecidos e remunerados por seu trabalho na preservação do meio ambiente.

Claudia Sheinbaum, presidente do México, anunciou reformas para aumentar a energia renovável a 45% até 2030 e criar um Fundo Universal de Serviços Energéticos para comunidades vulneráveis. As mudanças visam reverter a desaceleração das iniciativas limpas de seu antecessor, priorizando a geração de energia limpa e a justiça energética.

O Governo Federal finalizou a primeira fase da Operação de Desintrusão na Terra Indígena Araribóia, resultando em 436 ações e a destruição de 12 mil metros de cercamentos ilegais. A operação, que envolveu 20 órgãos federais, reafirma o compromisso com os direitos dos povos Guajajara e Awá e a proteção ambiental.

Projeto Conserv, do Ipam, remunera produtores para preservar vegetação excedente, resultando em mais de 20 mil hectares protegidos na Amazônia e Cerrado, mesmo após o fim dos pagamentos.

Lideranças kayapós exigem alternativas de renda ao governo Lula durante operação de desintrusão na Terra Indígena Kayapó, marcada pela presença de garimpos ilegais e cooptação de indígenas. A ação visa restaurar a integridade territorial e promover desenvolvimento sustentável.

Mulheres indígenas marcham em Brasília, destacando a luta por direitos e territórios no Dia Internacional dos Povos Indígenas. O evento resultou em vetos ao PL da Devastação, reforçando a urgência da defesa ambiental.

A aprovação do PL da Devastação levanta questionamentos sobre a coerência da bancada evangélica em relação à proteção ambiental, desafiando sua interpretação bíblica sobre a Criação. A natureza clama por defensores que entendam seu papel como guardiões, não proprietários.