A COP30, conferência da ONU sobre o clima, será realizada em Belém, Brasil, de 10 a 21 de novembro de 2025, com foco na Amazônia. A nova plataforma COP30 Events visa organizar e divulgar eventos relacionados à conferência, promovendo maior participação e visibilidade. Com a alta demanda por hospedagem, o governo contratou navios de cruzeiro para acomodar participantes, enfrentando críticas sobre os altos preços de hospedagem e a logística do evento.

A 100 dias do início da COP30, a Conferência da ONU sobre o Clima, foi lançada a plataforma COP30 Events, um site colaborativo que visa compilar e divulgar a agenda de eventos relacionados à conferência. A iniciativa, idealizada por organizações como CLARICE, Converge Capital, Profile e World Climate Foundation, tem como objetivo dar visibilidade às diversas iniciativas que ocorrerão antes, durante e depois do evento, facilitando o planejamento e o acesso à programação climática.
Rodrigo V Cunha, CEO da Profile e co-idealizador da plataforma, destacou que a COP30 representa uma oportunidade histórica para o Brasil demonstrar sua liderança climática. A expectativa é reunir uma variedade de atividades, incluindo conferências, oficinas e exibições de arte, tanto presenciais quanto digitais. A plataforma será bilíngue e permitirá que qualquer organização cadastre eventos, funcionando como um repositório aberto com moderação mínima.
Marina Cançado, fundadora da Converge Capital, ressaltou a importância da plataforma em meio aos desafios logísticos enfrentados na organização do evento em Belém. A alta demanda por hospedagem e a incerteza entre os participantes exigem uma ferramenta que facilite a visualização dos eventos e incentive a participação da sociedade e do setor privado. Mariana Ribeiro, CEO do Estúdio CLARICE, enfatizou que a plataforma também busca democratizar o acesso, especialmente para grupos minorizados.
Este será o primeiro ano em que a Conferência das Partes será realizada no Brasil, especificamente em Belém, entre os dias 10 e 21 de novembro. O governo brasileiro tem se esforçado para levar a conferência para a Amazônia, um ecossistema vital para a regulação do clima global. Contudo, a organização enfrenta críticas devido à escassez de leitos e aos altos preços de hospedagem, que podem dificultar a participação de nações mais pobres.
Para contornar a situação, o governo anunciou a contratação de dois navios de cruzeiro como unidades temporárias de acomodação, oferecendo cerca de 3.900 cabines. Essa medida, no entanto, requer uma garantia de R$ 259 milhões às empresas responsáveis, caso as embarcações fiquem com capacidade ociosa. A pressão internacional sobre os altos custos de hospedagem tem gerado descontentamento, levando algumas delegações a considerar a redução de suas comitivas.
Nesta conjuntura, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam a inclusão e a participação de todos nas discussões climáticas. Projetos que visem facilitar o acesso a eventos e hospedagem podem fazer a diferença para garantir que vozes de diversas origens sejam ouvidas na COP30.

Ibama impede exportação ilegal de colônia de mandaçaias, abelhas nativas essenciais para a biodiversidade. Remetente pode enfrentar multa de até R$ 200 mil e processo criminal por tráfico de espécies.

Três juristas propõem a criação de um Tribunal Ambiental Internacional na COP30, em Belém, para investigar crimes ambientais transnacionais, destacando a urgência da proteção ambiental. A proposta visa fortalecer a jurisdição global e a defesa do meio ambiente, considerando-o um direito humano essencial do século 21.

Representantes de 25 países propõem transferir a COP30 de Belém devido a diárias de hotéis exorbitantes, com preços multiplicados por dez, o que pode comprometer a participação de nações em desenvolvimento.

A prefeitura de Manaus implementa o uso de drones para monitoramento ambiental e resposta a emergências, em meio a cheias do Rio Negro que causaram prejuízos de R$ 540 milhões em 2023. Os drones, equipados com tecnologia avançada, visam melhorar a detecção de focos de calor e mapear áreas de risco.

Governadores do Sul e Sudeste do Brasil assinam a "Carta de Curitiba" na Conferência da Mata Atlântica, propondo um Fundo para conservação e criticando a falta de atenção a outros biomas nas discussões climáticas.

O projeto de lei que altera o licenciamento ambiental no Brasil, aprovado no Senado, gera controvérsias ao incluir emendas que facilitam a exploração de petróleo e afetam a Mata Atlântica. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, busca um debate mais amplo após tensões no Senado, enquanto a Frente Parlamentar Ambientalista expressa preocupações sobre as emendas, que podem comprometer a conservação ambiental.